O futuro da pós-graduação brasileira
24/04/2019 18:07
Gustavo Magalhães

Presidente da CAPES, Anderson Correia, ministra palestra na Universidade

Anderson Correia explicou a importância da CAPES. Foto: Larissa Gomes

O presidente da CAPES, Anderson Correia, proferiu palestra na Universidade no dia 12 de abril sobre as políticas da instituição para os programas de pós-graduação no país. O encontro ocorreu no auditório do RDC, com a participação do Reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J., do Vice-Reitor, padre Álvaro Mendonça Pimentel, S.J., e do Vice-Reitor para Assuntos Acadêmicos, professor José Ricardo Bergmann.

 O presidente da CAPES afirmou que a PUC-Rio tem um elevado número de programas de alta qualidade. Segundo ele, a Universidade alcançou uma das melhores médias do Brasil e foi contemplada pelo Programa de Internacionalização (PRINT).

– A Universidade tem 1.383 bolsistas de pós-graduação. Em média, quando a PUC-Rio coopera internacionalmente, significa dobrar o impacto científico e, muito provavelmente, as situações também. Esta Universidade foi contemplada com cerca de R$ 22 milhões para os próximos quatro anos. Ela conseguiu colocar 25 programas no PRINT, de 33. Ou seja, 75%. É a única universidade que conseguiu colocar um número tão grande assim no programa. A PUC-Rio é uma das poucas instituições que têm aumentado sua pós-graduação e seu investimento, e está sempre crescendo.

Correia explicou o papel da CAPES para a expansão dos cursos de pós-graduação, na formulação de políticas e nas atividades de suporte aos professores para a formação básica e superior. Segundo ele, a coordenação financia mais de 4 mil programas em todo o Brasil e mantém cerca de 100 mil bolsas de estudos.

  O reitor da PUC-Rio, Padre Josafá S.J. participou da palestra. Foto: Larissa Gomes

 Segundo Correia, o Brasil alcançou a 13ª posição no ranking internacional de publicações científicas. Porém, de acordo com ele, ainda é necessário desenvolver outros pontos, como o impacto social e a colaboração internacional. Para o presidente da CAPES, é importante promover a internacionalização e a excelência da pós-graduação brasileira por meio de acordos e convênios internacionais de cooperação educacional, científica e tecnológica. Ele afirmou ainda que os investimentos e estudos no Brasil não podem parar.

 – Estamos muito aquém dos países com os quais queremos trabalhar, competir e nos comparar. Estamos tranquilos em dizer que a pós-graduação deve continuar crescendo no país, pela necessidade econômica de diminuição da desigualdade, de fomentar o crescimento. Enquanto nossa pós-graduação cresce, não é o mesmo com nosso orçamento. Nos últimos cinco anos, temos o orçamento relativamente estagnado, sem crescimento. Nossos programas crescem e cada vez mais nossa verba está espremida.

 O presidente da CAPES comentou, também, sobre o portal de periódicos, acessível a mais de 400 instituições e que recebe investimento de aproximadamente R$ 400 milhões por ano. Segundo ele, existem mais de 45 mil títulos com textos, e cerca de 168 milhões de acessos anuais. A proposta do portal é promover o acesso à informação científica e tecnológica atualizada.

 Correia comentou que uma das metas da administração dele é reduzir as assimetrias regionais, desenvolver acordos com empresas e organizações sociais em busca de ações voltadas à inovação. Ele afirmou também que as concessões de cotas devem ter ajustes nos próximos anos, para que os programas de pós-graduação com melhores conceitos tenham mais bolsas de estudos.

 - O recurso é distribuído de acordo com as metas que o país tem. Elas são traduzidas pela avaliação que a CAPES faz de 4 mil programas. Por meio do cumprimento de metas, ela dá um grau diferenciado aos programas e coloca o fomento proporcional a essa avaliação.

Presidente da CAPES abordou o cenário da pós-graduação. Foto: Larissa Gomes

 Correia reconheceu que o maior problema para a CAPES, no momento, é reestruturar as avaliações, em busca de transformar o perfil da análise em multidimensional, com o intuito de respeitar as especificidades de cada área.  Para ele, a diversidade dos programas e o sistema heterogêneo são os grandes desafios com os quais a avaliação deve lidar. Como solução, ele propôs que haja avaliações paralelas nos quesitos de inserção, impacto industrial, regional e internacionalização, por exemplo.

 – Nosso atual modelo de avaliação atingiu o ponto de esgotamento. Não consegue detectar excelências em áreas específicas. Com essa avaliação multidimensional, teremos a possibilidade de identificar as excelências dos programas.

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