Tendências em Jornalismo Digital
04/06/2019 16:08
Nathalie Hanna

Assuntos como transformações e inovações são discutidos no último dia da 1ª Semana de Jornalismo

A mesa Tendências em Jornalismo Digital abriu o último dia da 1ª Semana de Jornalismo, no dia 31. O debate teve a participação da jornalista Adriana Barsotti, repórter e editora no Projeto #Colabora,  Raquel Almeida, Gerente de Comunicação e Marketing no Oi Futuro, do professor Gustavo Robichez, coordenador de Desenvolvimento do Departamento de Informática da PUC-Rio e da ex-aluna da Universidade Maria Clara Parente, co-fundadora do canal do YouTube This Is Not The Truth.

Mesa Tendencias em jornalismo digital. Foto: Larissa Gomes.

Gustavo Robichez comentou sobre as parcerias e iniciativas do ECOA PUC-Rio, que estimulam uma co-criação e uma provocação de como inovar por meio de desafios e experimentos. Para Robichez, a questão do jornalismo digital tornou a comunicação mais fácil porque as pessoas conseguiram ter a mente mais aberta e, comentou, saíram da zona de conforto.

Adriana Barsotti citou três paixões que, para ela, são essenciais: pesquisas, reportagens e ser professora. A editora do Projeto #Colabora disse que esses três fatores estão interligados e dependem um do outro.

– A chegada das mídias digitais e a mudança de conteúdo foi um grande passo para a área jornalística, especialmente porque amplia o acesso à informação e cria plataformas mais inovadoras, o que facilitou muito no nosso projeto.

Jornalista Adriana Barsotti, repórter e editora do projeto #colabora. Foto: Larissa Gomes.

Raquel Almeida abordou o crescimento das mídias em sua pesquisa sobre a ideologia empreendedora das startups no jornalismo da cultura digital. Ela comentou que a sociedade acreditava que o jornalismo era só conteúdo, mas, na realidade, observou, também era tecnologia. De acordo com a gerente de comunicação, além do jornalismo em plataforma, existe outro conceito importante, o capitalismo de vigilância, que tem a tecnologia como um suporte, uma solução.

– A monetização e a tecnologia são alguns dos fatores que compõem a minha pesquisa. É através do crowdfunding e patrocínios que ocorre um aumento dessa tendência tecnológica. Houve muitas transformações e novos modelos na parte comunicativa, como a criação de podcasts.

Raquel Almeida, Gerente de Comunicação e Marketing no Oi Futuro. Foto: Larissa Gomes.

 

Transformações em Assessorias

A segunda palestra do último dia contou com a presença do jornalista Sérgio Pugliese, diretor executivo na Approach Comunicação Integrada, da ex-aluna Teresa Karabtchevsky, sócia-fundadora da Diadorim Ideias e da professora Luciana Pereira, coordenadora da Assessoria de Imprensa da PUC-Rio e pesquisadora da história das assessorias de comunicação no Brasil.

Teresa Karabtchevsky,Luciana Pereira e Sergio Pugliese. Foto: Maloni Cuerci.

 A professora Luciana Pereira ressaltou que é necessário ter empatia para trabalhar em assessoria. Segundo ela, é uma parte do jornalismo que lida muito com a imagem, o que faz com que o jornalista tenha uma grande responsabilidade. Luciana ainda analisou o mercado de trabalho e ressaltou os pontos positivos do setor e que há espaço para desenvolver diversos projetos.

– As equipes estão mais multidisciplinares, o ramo profissional está mais diversificado e maior. O marketing, a publicidade e a assessoria já andam juntos, basta apenas se unirem.

Teresa Karabtchevsky destacou alguns pontos nessa área e a prática do século XXI. A sócia-fundadora da Diadorim Ideias explicou que o cuidado com as éticas e métricas são essenciais para a modificação na assessoria. Teresa assinalou que estar prevenida e ter proatividade é muito importante, especialmente para quem começa nesta área.

Sérgio Pugliese evidenciou a função da assessoria e como é a rotina da Approach em relação aos clientes. De acordo com ele, criar uma equipe preparada e com um planejamento é um detalhe importante e ajuda a lidar com os negócios. Pugliese disse que, quando se trata de consumidores, a saída da zona de conforto é praticamente obrigatória. Esse ramo auxilia a criar uma visão sobre conteúdos e traz uma bagagem de carreira.

– Tudo que tem ligação com a comunicação a gente vai fazer. Tudo passa pela a assessoria, pois sabemos se comunicar. Hoje em dia é mais fácil, porque estamos cercados de jovens que vão trazer informações sobre o que não temos acesso. É importante essa constante busca de não querer ficar parado, sempre criar coisas. Eu, por exemplo, vou abrir uma editora com um amigo devido à grande demanda de pedidos no museu da pelada para fazer a biografia de jogadores. 

Sérgio Pugliese, diretor executivo na Approach Comunicação Integrada. Foto: Maloni Cuerci.

Mais Recentes
Instagram para pessoas com deficiência auditiva vence Desafio
Parceria entre Departamento de Comunicação Social, Comunicar e Ecoa PUC-Rio premia melhores ideias de inovações em jornalismo
Cineasta dos sonhos interrompidos
O cineasta e professor Silvio Tendler, do Departamento de Comunicação Social, recebe homenagem pelos 51 anos do primeiro filme, A Revolta da Chibata. Até sexta-feira, haverá exibições de obras do documentarista, seguidas de debates.   
Poesias que vêm do amor
Escritor Gilberto Mendonça Teles é homenageado pelos 50 anos de magistério na PUC-Rio