Um ano mais inclusivo na Universidade e no país
22/12/2016 18:55
Bell Magalhães e Gabriela de Vicq. fotos de Gabriel Molon

O reitor da PUC-Rio, padre Josafá de Siqueira, faz projeções confiantes e esperançosas para 2017. Na Assembleia Universitária, ele destacou conquistas acadêmicas e o diálogo com coletivos em 2016. No balanço do ano, vice-reitores ressaltaram pesquisas e iniciativas de interdisciplinaridade e internacionalização.

Padre Josafá na Assembleia Universitária 2016

Parafraseando o Papa Francisco, ao dizer que o passado deve ser visto com gratidão, o presente com realismo e o futuro com esperança, o Reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, encerrou o ano letivo agradecendo por um 2016 mais inclusivo, no país e na universidade.

­– Houve uma ascensão das classes mais baixas e pudemos ver um campus mais colorido e diversificado, com coletivos ampliados. Diversas conquistas acadêmicas foram alcançadas sem que nossos valores fossem deixados de lado – declarou, na Assembleia Universitária, no último dia de atividade da PUC-Rio antes do recesso de fim de ano.

Segundo o Reitor, o contexto atual, visto sob um olhar realista, aponta para o aumento de radicalismo e violência, com menos consenso e diálogo. Mas destacou como positivas as operações contra a corrupção, as conquistas ambientais e os protestos dos jovens. Dentro da Universidade, ele destacou o pagamento dos salários em dia e a manutenção dos patrimônios físicos que sempre são feitas de acordo com os recursos disponíveis.

O Reitor agradeceu três gestos solidários que marcaram o período natalino: a arrecadação de R$ 10 mil para as despesas do vendedor de bolos Haroldo de Souza, organizada por um aluno de Engenharia; a compreensão por parte dos alunos que ocuparam os Pilotis do Edifício da Amizade; e a doação de recursos feita por outro ex-aluno de Engenharia à Universidade.

O ano foi de conquistas para a PUC-Rio. Eleita a primeira universidade do Rio de Janeiro e a terceira do país pelo Times Higher Education World University Rankings 2017 – Briks & Emerging Economies; ocupa a quinto lugar geral no cenário nacional e mantém destaque na reputação acadêmica entre universidades brasileiras no QS World Ranking 2016; e pela segunda vez consecutiva atingiu o primeiro lugar entre as instituições de ensino privadas no Brasil, no Prêmio de Melhores Universidades – Guia de Estudante 2016 e a melhor do país na categoria Universidade do Ano (escolas privadas).

Quanto a 2017, padre Josafá fez projeções confiantes e esperançosas. Anunciou que pretende evitar despesas além das previstas no orçamento, acompanhar mais as críticas e demandas de alunos na Ouvidoria, e apostar na manutenção da sustentabilidade no campus, com mais uso da energia solar e menos desperdício de água. A criação de um auditório maior e a identificação e controle de segurança no acesso à universidade ­– especialmente com a chegada do metrô – também estão nos planos da PUC-Rio.

Os cinco vice-reitores – padre Francisco Ivern Simó, José Ricardo Bergmann, Luiz Carlos Scavarda do Carmo, Augusto Sampaio e Sérgio Bruni – também participaram da assembleia, que tem por objetivo apresentar à comunidade um balanço do ano em todas as áreas da Universidade.

O vice-reitor geral, padre Francisco Ivern Simó, destacou a importância da dimensão interdisciplinar que envolve a Universidade. “Inter não é um time rebaixado”, brincou, apresentando o Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente (Nima), um exemplo de colaboração entre departamentos em prol da problemática socioambiental.

O professor José Ricardo Bergmann, vice-reitor para Assuntos Acadêmicos, destacou a constante busca por excelência, conhecimento e pesquisa da Universidade. Comemorou a posição da PUC-Rio no ranking do Guia do Estudante, avaliada em 2016, pelo segundo ano consecutivo, como a melhor instituição privada de ensino superior do país. Em relação aos muitos desafios que 2017 promete, mencionou o Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI) e a avaliação de Pós-Graduação. O PDI consiste na elaboração de estratégias para atingir metas e objetivos, em um período de cinco anos (de 2018 a 2022), que será realizado pela Coordenação Central de Planejamento junto aos decanatos. Quanto à avaliação da Pós-Graduação, Bergmann ressaltou o balanço dos cursos que será feito no próximo ano. Mencionou também que o site da Coordenação Central de Pós-Graduação (CCPG) estará disponível a partir de janeiro em inglês, fornecendo as informações necessárias para atrair alunos e a parceria de universidades estrangeiras.

Na Vice-Reitoria Comunitária, cerca de 12 mil pessoas foram atendidas presencialmente em 2016. O número de atendimentos por telefone é quase o triplo. O Vice-Reitor Comunitário, Augusto Sampaio, comentou que a crise atingiu famílias que vão além do perfil de bolsistas, com alunos de classe média/alta pedindo por bolsas. Ele chamou a atenção para a circulação de posts nas redes sociais da PUC, que beiraram o número de 4.500 e atingiram cerca de 315 mil visualizações.

Professor Augusto também comentou sobre a ocupação promovida por alunos, contra a PEC do Teto de Gastos e o governo Temer:

– Foi um movimento novo na Universidade. Temos que entender as novas propostas e demandas dessa juventude. Precisamos dar um jeito de contorná-las com o apoio da Universidade. Agradeço aos alunos líderes do movimento, que entenderam as ponderações da Vice-Reitoria e desocuparam os pilotis, dando espaço para as atividades festivas de dezembro. Eles foram atenciosos e compreenderam os limites que impomos. Alguns pais, entretanto, se incomodaram com o ato político.

A ocupação também foi ressaltada pelo Reitor:

– O movimento foi amparado pela prudência, sabedoria e diálogos por parte da PUC, não impedindo em nada as atividades normais. O número de votantes na eleição do novo Diretório Acadêmico também foi expressivo, quase o dobro do ano passado. Isso aponta para um crescimento da noção de cidadania aqui dentro.

Professor Luiz Carlos Scavarda do Carmo, vice-reitor para Assuntos Administrativos, anunciou que em 2016 houve uma redução de 3% na arrecadação em relação à estimativa anterior. Será feito um estudo de áreas em que poderá haver cortes em caso de necessidade – “uma saída caso o sinal amarelo fique vermelho”. Por outro lado, Scavarda destacou a relevância das atividades de pesquisa – 47% da renda da PUC-Rio são fruto das pesquisas realizadas na Universidade.

O vice-reitor para Desenvolvimento, professor Sergio Bruni, falou da importância da criação do Núcleo de Inovação: uma parceria do Instituto Gênesis com a Agência de Inovação (AGI) e o Instituto TeCGraf, responsável por manter parte da arrecadação da PUC-Rio. A previsão do vice-reitor para 2017 é a formação de novas parcerias para aumentar a eficiência e eficácia nas atividades da Universidade.

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