Estudantes da PUC participam de ato pelo Dia Internacional da Mulher
20/02/2017 17:24
Camila Gouvea

Pela manhã, uma roda de conversa organizada pelo Coletivo de Mulheres da PUC-Rio iniciou os preparativos para o ato Mulheres da PUC-Rio em Luta. À tarde, houve oficina de cartazes no DCE.

Estudantes da PUC-Rio participaram da passeata 8M – Greve Internacional de Mulheres, no Centro da cidade, quarta-feira, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Pela manhã, uma roda de conversa organizada pelo Coletivo de Mulheres da PUC-Rio iniciou os preparativos para o ato Mulheres da PUC-Rio em Luta. À tarde, uma oficina de cartazes foi realizada no DCE, na Vila dos Diretórios.

Cerca de 10 mil pessoas compareceram ao ato, que tinha como lema "Nem uma a Menos! Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista”. Diversas pautas foram levantadas durante a passeata, como as desigualdades de gênero no Brasil, o machismo, a cultura do estupro, os diversos tipos de violência, direitos trabalhistas.

A estudante Isabella Ferri. Foto de Fernanda Szuster

Para a estudante de jornalismo Isabella Ferri, que participou da confecção de cartazes, o Dia Internacional da Mulher é um dia de memória, resistência e luta:

– Eu acho que este dia é tudo, menos comemoração. Não temos que ganhar flores nem parabéns. Ser mulher é celebrar porque você acordou hoje e não foi vítima de abuso, feminicídio e assédio. É uma luta diária. Não tem nada de positivo e bonito em sobreviver por ser mulher. O dia serve como conscientização, para nos lembrar que estamos sobrevivendo. Mas ele também dá força para a gente se unir, se fortalecer como mulheres, para entender o que isso significa. Humano é o homem, a mulher é a fêmea, como disse Simone de Beauvoir. O dia 8 de março serve para nos lembrar disso e mostrar que ainda temos muito a lutar e conquistar.

Estudante de Relações Internacionais, Thalita Ferreira destacou a presença de calouras no ato, na primeira semana de aulas:

– É importante que as meninas conheçam o coletivo e tragam os problemas, soluções e perspectivas delas. É um coletivo, é um espaço que construímos juntas. Estamos na faculdade durante alguns anos, uma hora vamos sair. Por isso, precisamos rodar a dinâmica do coletivo para levá-lo em frente.

Isabella acrescentou que o papel de jovens universitárias é também o de ampliar o debate a toda a sociedade.

– O feminismo ainda está muito restrito aos ambientes acadêmicos. Temos que levar para o máximo de pessoas. O objetivo do movimento estudantil é disseminar esse conhecimento entre as mulheres, para que possam se fortalecer.

O grupo saiu da PUC às 18h, em direção à Candelária, ponto de concentração da manifestação do 8M – Greve Internacional de Mulheres.

Leia também: Como frear a violência contra a mulher

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