Ex-aluna Gabriela Caesar apresenta ferramentas do jornalismo de dados
26/03/2017 14:42
Camila Gouvea

Em palestra a alunos de Comunicação Impressa, jornalista mostrou aplicações da Lei da Transparência

Gabriela Caesar fala para alunos de Comunicação (Foto: Fernanda Szuster)

A Lei de Acesso à Informação, que obriga os poderes municipais, estaduais e federal a divulgar dados e gastos públicos desde 2012, tem permitido também o acesso de jornalistas a um volume cada vez maior de informações, ferramentas, abordagens e técnicas para pesquisar e produzir reportagens. Quanto ganha o deputado que você ajudou a eleger? Quem ele emprega? Quanto gasta da cota parlamentar? O chamado jornalismo de dados, que combina a tradicional apuração jornalística com bancos de dados públicos, foi o tema da palestra da jornalista Gabriela Caesar para alunos de Comunicação Impressa, no dia 24 de março, na K102, a convite dos professores Alexandre Carauta e Luciana Brafman.

Gabriela mostrou como conferir o salário de funcionários do Senado e da Câmara; como pedir informações sobre os gastos com a cota parlamentar dos deputados; como formular um pedido de Lei de Acesso à Informação no site da Câmara; consultar pedidos e/ou respostas de Lei de Acesso à Informação já feitos; o site com base de dados oficiais organizado pelo Ministério do Planejamento e as bases de dados organizadas pela Abraji; o site para fazer pedidos de LAI para ministérios, agências, universidades federais, Banco Central, Banco do Brasil; o Repositório de dados TSE e a relação de repasses do Fundo Partidário. Mostrou também reportagens feitas com informações pedidas por meio da Lei de Acesso à Informação ou com dados extraídos do Portal da Transparência ou da página da Controladoria Geral da União (CGU).

– Dados públicos e a Lei de Acesso à Informação vêm acelerando o chamado jornalismo de dados. Há, hoje em dia, enormes bases de dados na rede à espera de jornalistas e não jornalistas – destacou a professora Luciana Brafman.

Formada na PUC-Rio em 2015, Gabriela, que estagiou no Portal PUC-Rio Digital e na revista Piauí, foi repórter do Estado de S. Paulo, da Folha de S.Paulo e da plataforma Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues, lembrou que a conexão entre o jornalismo e os dados está em progresso no mundo inteiro. Na era tecnológica, a importância do jornalismo de dados está na capacidade de seus autores fornecerem contexto, nitidez e um conteúdo verídico em meio à expansão de conteúdo digital e crescimento das novas formas de produção e transmissão de conhecimento na sociedade. Os jornalistas são cruciais para organizar, verificar, analisar e sintetizar a grande a quantidade de informação disposta. Mas ressaltou que os dados não substituem a interpretação do repórter sobre o material: “Dados não falam por si. Precisa ter um olhar crítico e um planejamento estratégico de pauta. Parte-se de números, mas para encontrar boas histórias a serem contadas”.

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