Estudantes vencem campeonato de jogos
03/05/2017 18:07
Ana Carolina de Oliveira Salvador

Mateus Cunha, de Desenho Industrial, e Leandro Morgado, de Engenharia da Computação, ganharam o primeiro lugar na categoria no Campus Mobile.

O League of Kites permite que os usuários enfrentem jogadores de várias partes do mundo em diferentes arenas on-line e subam de categoria

Os estudantes de Desenho Industrial Mateus Cunha, 22 anos, e de Engenharia da Computação Leandro Morgado, 33 anos, venceram a 5ª edição do concurso Campus Mobile, na categoria de Jogos, no dia 17 de abril, em São Paulo. Durante o estágio no Programa de Formação para Desenvolvimento iOs (BEPiD), do Laboratório de Engenharia de Software, os dois desenvolveram o jogo eletrônico League of Kites, que transporta as batalhas de rua para os smartphones e tablets.                 Há quase dois anos, eles iniciaram o processo de transformar o trabalho acadêmico em um produto economicamente viável. Como prêmio, os jovens ganharam 6 mil reais, uma viagem para conhecer o Vale do Silício e a Universidade de Standford, nos Estados Unidos.

No site oficial do jogo, um formulário ficou disponível para as pessoas participarem da fase de testes, que foi apresentada na última etapa da competição. Os jovens analisaram como os usuários lidam com a versão experimental do game e fizeram os ajustes necessários a partir das sugestões e avaliações. A previsão é lançar o jogo em junho para as versões Android, iOs e Windons Phone. De acordo com Morgado, a maior dificuldade com a programação é a grande quantidade de trabalho atribuído aos dois desenvolvedores.

– Elaborar um jogo dá muito trabalho, mas ver o aplicativo na loja vai recompensar. Toda hora, nós fazemos e refazemos alguma característica do jogo.

Com gráficos de alta qualidade técnica, o game tenta reproduzir, com realismo, os movimentos da pipa e dar aos usuários uma experiência inédita de disputar com jogadores do mundo inteiro na plataforma multiplayer online. No jogo, o usuário pode entrar com a conta do Facebook e formar a própria mochila com conjunto de pipas de sua escolha. Ao ingressar em alguma arena, ele pode disputar uma partida com um adversário on-line, e quem vencer poderá comprar pipa de características físicas diferentes. Segundo Matheus, outra característica da brincadeira de soltar pipa é o amor à coleção das pessoas.

– As pessoas gostam muito de colecionar, e a intenção é que elas façam isso no jogo. Nós também queremos abordar a brincadeira de uma forma mais profissional, como se fosse o campeonato oficial do esporte que os usuários gostam.

Para o desenvolvimento do aplicativo, os estudantes fizeram um estudo sobre a brincadeira e descobriram que ela não é típica só do brasileiro, mas também é famosa em outros lugares, como na Índia. Eles explicam que a ideia era fazer um programa profissional e que fosse a cara do Brasil, pois quando viam as prateleiras de jogos, a maioria era de games estrangeiros referentes a culturas que os brasileiros não têm muito contato. Morgado ressalta que mudar o pensamento das pessoas é um dos objetivos do game.

– Muitas vezes, a pipa é vista como algo marginalizado. O problema não está na brincadeira, mas na falta de espaço, pois é algo legal desde que você solte em um lugar aberto e que não ofereça perigo para as pessoas que estão passando.

Ao invés do cerol, haverá poderes na linha da pipa, que poderá ser usada de forma lúdica. O humor também fará parte da diversão. O jogo vai permitir uma mensagem provocativa no momento em que um usuário corta a pipa do outro. Assim como nos jogos de futebol, há mecânicas no game para premiar o usuário à medida que ele vencer as partidas. O competidor poderá ganhar pontos, ser promovido e subir de divisão, como o craque, a estrela e a lenda.

Para Matheus, a pipa reflete a criatividade do brasileiro, pois os materiais usados são simples. Apesar disso, há um apego àquele objeto que ultrapassa o valor material, mas que diz respeito ao preço da conquista da peça. O estudante ainda explica que a ligação com a cultura brasileira foi algo que os motivou a criar o game.

– É uma brincadeira muito popular, sempre presente na vida do carioca e ainda que ele não esteja brincando diretamente, já esteve envolvido naquele meio.

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