Jubileu de ouro sacerdotal do Pe. Pedro Magalhães Guimarães Ferreira
03/08/2017 15:24

Jesuíta devotado à PUC e à fé recebe homenagem pelos 50 anos de sacerdócio e faz balanço de sua profícua vida acadêmica e religiosa.

Padre Pedro recebeu homenagens em festa no Salão da Pastoral. Foto de Isabella Lacerda

No dia 29 de julho foram comemorados 50 anos do sacerdócio do Pe. Pedro. Com Missa na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, que ficou lotada – ele celebra em todo fim de semana, sábados e domingos – e comemoração no Salão Dom Luciano Mendes de Almeida, no subsolo da Igreja, também cheio de seus parentes, amigos e frequentadores de suas Missas na PUC.

Pe. Pedro nasceu no Rio de Janeiro, na Rua Marquês de Abrantes, em 1935. Frequentou o curso primário no Externato Coração Eucarístico na Rua Paissandu. Durante uns 4 anos, levado gentilmente todos os dias para Missa e comunhão por uma de suas duas irmãs, ali deve ter tido a semente da sua vocação. O ginásio e o científico foram feitos no Colégio Santo Inácio, tempo “neutro” para ele em termos religiosos. Ingressou em 1954 na Escola Politécnica da PUC.

Com a mãe e o pai em 1958. Arquivo pessoal

Ao final do 3º ano foi despertado outra vez para problemas fundamentais da fé. Nas férias do 3º para o 4º ano pôs-se a ler livros sobre Deus, Jesus Cristo e Igreja.

Estas leituras que eram “apenas” para reforçar a fé, lhe trouxeram gradualmente, mas em pouco tempo, o melhor da sua fé adormecida. Quando retomou o curso de Engenharia, no 4º ano, estava totalmente convertido, indo à Missa e comungando diariamente. Depois de muita oração, pedindo a Deus que o iluminasse quanto ao que devia fazer da sua vida, entrou na Companhia de Jesus – os Jesuítas - no dia 08 de abril de 1958, sem pensar em concluir o curso de Engenharia. Mas seus Superiores, prevendo que ele seria destinado à PUC, lhe indicaram que deveria concluir o curso de Engenharia, o que fez em 1961, depois de concluir o Noviciado e Juniorado, etapas iniciais na formação dos Jesuítas. Depois foram os anos e formação filosófica e teológica, esta sendo feita em Innsbruck, na Áustria.

Assinaturas que subscrevem o Código de Honra da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica, 1956. Núcleo de Memória

Volta ao Brasil em 1967, destinado, como se previa, à PUC, para aí fazer o Mestrado em Engenharia Elétrica e depois o doutorado na COPPE / UFRJ. Tomando gosto pela pesquisa científica, fez ainda 2 anos de Pós-doutorado, um na Brown University e o outro na University of California, Berkeley, ambas nos Estados Unidos. Teria ainda, 6 anos depois um ano sabático, quando voltaria a Berkeley.

Padre Paul celebra missa ao lado de Padre Pedro. Arquivo/Foto: Maria De La Gala

Durante todos os anos em que esteve no Brasil, celebrou a Missa, primeiro na Capela e depois, a partir de fins de 2003, na Igreja da PUC, que está de pé, graças em boa parte, ao empenho e trabalho do Pe. Pedro: ele começou a arrecadar dinheiro para sua construção em 1993. A Igreja, deve-se registrar aqui, existe em boa parte também graças ao apoio e entusiasmo do Professor Paulo Cesar Mendonça Motta, além, claro, do Reitor da PUC de então, Pe. Jesus Hortal Sanchez. E não se pode omitir duas pessoas que contribuíram muito para a arrecadação de fundos: o Dr. Paulo Mário Freire, já falecido, e o Professor Carlos Alberto Serpa.

Assinando o termo de lançamento da Pedra Fundamental da Igreja Sagrado Coração de Jesus, em 2000. Núcleo de Memória

Durante todos os anos, a partir do seu doutorado (1975), dedicou-se plenamente à sua área de pesquisa – Teoria Matemática de Controles – sem prejuízo de seu trabalho como Padre, tornando-se Professor Titular da PUC em 1986. Em 1999 foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Engenharia e em 2013, da Academia Brasileira da Educação.

Entrega do contrato de cooperação entre a PUC-Rio e a Universidade de Oklahoma assinado pelo então vice-reitor, padre Pedro Magalhães, em 1996. Foto do Núcleo de Memória

Veja também: Professor emérito da PUC-Rio celebra 50 anos de sacerdócio

Padre Pedro em sua sala, na Fundação Padre Leonel Franca. Foto de Isabella Lacerda

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