Vida dedicada à religião e à Universidade
30/08/2017 18:02
Erick Foti

Presidente da Mantenedora da PUC-Rio e da Fundação Padre Leonel Franca, padre Pedro Magalhães Guimarães Ferreira, S.J. , completa 50 anos de sacerdócio. A aproximação do religioso com a fé católica começou quando ele ainda era estudante de Engenharia Elétrica, em 1954.

Padre Pedro em frente ao mosaico da Igreja do Sagrado Coração de Jesus. A construção do prédio ocorreu graças ao empenho do religioso. Foto: Isabella Lacerda

Quando ingressou como estudante no curso de Engenharia Elétrica em 1954, padre Pedro Magalhães Guimarães Ferreira, S.J., hoje Presidente da Mantenedora da PUC-Rio e da Fundação Padre Leonel Franca, provavelmente não esperava ter uma história com mais de 60 anos na Universidade. Aos 82 anos, celebrados no dia 7 de agosto, padre Pedro coleciona uma extensa galeria de memórias obtidas ao longo dos anos em que ocupou diferentes cargos na PUC-Rio, dentre eles Vice-Decano do Centro Técnico Científico (CTC), de 1982 a 1983, e Vice-Reitor da Universidade, de 1995 a 2004. O sacerdote, que decidiu ser religioso durante a graduação em Engenharia Elétrica, celebra 50 anos de sacerdócio em 2017.

Enquanto cursava o quinto ano de Engenharia Elétrica, padre Pedro interrompeu os estudos para se dedicar à fé, tornando-se jesuíta. Depois da ordenação sacerdotal, ele retomou os estudos na Universidade e se formou em 1961. Padre Pedro afirma que, na época, já sabia que seria designado para a PUC-Rio e demonstra muito carinho e apreço pela Universidade.

– Eu já estava com o meu foco na Universidade e sabia que seria destinado para a PUC. Esse lugar é uma parte essencial da minha vida desde 1954. Exceto pela religião, posso dizer que a PUC é o centro da minha vida. Sempre gostei muito daqui e faço o meu trabalho com muito prazer.

O jubileu de sacerdócio foi festejado no dia 29 de julho, com uma missa na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no campus da PUC-Rio. Inaugurada em 2003, ela foi financiada exclusivamente com doações de fiéis e construída graças à dedicação de padre Pedro. Feliz com o resultado, ele qualifica todo o processo que envolveu a comunidade como uma iniciativa muito bonita e destaca a velocidade com que  foi concretizado o projeto.

– A arrecadação de recursos para a igreja começou nos anos 1990 e ela ficou pronta em relativamente pouco tempo. Em oito anos, lançamos a pedra fundamental e, dois anos depois, a igreja começou a funcionar. Além de um local adequado para a celebração de missas, ganhamos um espaço na Universidade que hoje abriga a pastoral no subsolo da Igreja.

Além das funções administrativas que exerceu, o sacerdote também é Professor Emérito do Departamento de Engenharia Elétrica e lecionou na graduação e na pós-graduação. Como professor, ele diz que gostava de atuar em pesquisas e lembra, com humor, da relação que tinha com os alunos. Segundo ele, durante as aulas, mesmo de costas para a classe, escrevendo equações no quadro-negro, conseguia identificar quem precisava baixar o volume da voz. Ainda descontraído, revela que alguns estudantes pareciam ter habilidades especiais para copiarem respostas durante os exames.

– Me lembro de um aluno que tinha um olho incrível. Enxergava tudo de longe. Nos dias de prova, eu o colocava bem afastado dos outros estudantes para que não copiasse as respostas. Parecia que ele tinha um olho biônico. São coisas muito engraçadas que levo da minha relação com os alunos.

Entre os cargos ocupados durante os anos em que esteve na Universidade, o sacerdote revela ter gostado especialmente de ter sido Vice-Decano do CTC. Apesar de considerar ter exercido a função por pouco tempo, um ano, padre Pedro diz que a experiência foi boa para aprender um pouco mais sobre os critérios de avaliação necessários para que uma universidade como a PUC-Rio seja considerada referência em pesquisa. Segundo ele, é essencial que os departamentos busquem contratar professores melhores do que os anteriores na renovação do corpo docente.

Coordenador da Comissão de Seleção da Academia Nacional de Engenharia (ANE), padre Pedro nutre grande admiração pelo Departamento de Engenharia Mecânica que, segundo ele, é talvez o melhor do Brasil. O cargo ocupado pelo sacerdote na ANE o faz ter proximidade com esse tipo de avaliação, pois é uma das responsabilidades da comissão, que influencia nas bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

– Mesmo formado em Engenharia Elétrica, tenho grande admiração pelo Departamento de Engenharia Mecânica. Para mim, ele compete com o da Unicamp pelo posto de melhor do Brasil. É absolutamente fantástico. Eles têm professores de excelência. Isso tudo reflete na nota pela bolsa de pesquisa do CNPq. 
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