Diversão para criança e adulto: Minotauro vira brinquedo
05/10/2017 17:01
Editor Chefe

Primeiro Lote da versão a pilha do Minoutauro está entre os mais vendidos nos EUA. Robô brasileiro conquistou o público da BattleBots 2016

Professor do departamento de Engenharia e coordenador da RioBOotz/PUC-Rio, Marco Antonio Meggiolaro ao lado dos brinquedos do Minotauro Foto: Fernanda Maia

O robô de combate Minotauro, da RioBotz/PUC-Rio, se tornou o novo brinquedo da empresa americana Hexbug Micro Robotic Creatures. Ele chegou ao mercado dos Estados Unidos com duas opções de compra. A mais popular é a caixa BattleBots Rivals, com o Minotauro e o Beta, outro robô de combate, ambos em miniatura. Os brinquedos se movem com controle remoto, funcionam à pilha e simulam as lutas. Cada um tem três peças presas por imãs que, ao serem atingidas, se desprendem do brinquedo e permitem que a parte interna do minirrobô, com os fios e placas, seja vista. O vencedor da brincadeira é aquele que retirar as três peças primeiro do oponente.

A outra versão do Minotauro de brinquedo é da linha VEX, também da Hexbug e concorrente da LegoTech. Essa linha é dedicada a ensinar para as crianças e consumidores sobre a montagem dos robôs. O kit vem com peças mecânicas, engrenagens, rodas, correntes, marchas e o tambor giratório, arma principal do Minotauro, que no robô original faz 10 mil rotações por minuto. Ele se move manualmente para todas as direções, e a arma roda sempre para frente, como o Minotauro de 113 quilos. Os preços de cada brinquedo variam pouco. O controlável custa U$ 49,99, e a versão montável e sem motores, U$ 39,99.

Para o coordenador da RioBotz, professor Marco Antonio Meggiolaro, do Departamento de Engenharia Mecânica, o interesse por uma versão de brinquedo do Minotauro surgiu após a RioBotz conquistar o terceiro lugar na última BattleBots e o título popular de robô “mais destruidor” da competição, entre os 56 participantes. Após a exibição do programa, vídeos das lutas de Minotauro circularam pela internet, o que também colaborou para que o robô chamasse atenção da Hexbug.

– Cada vitória aconteceu de uma maneira diferente. Até a luta que perdemos foi emocionante. Os vídeos nos ajudaram muito também. Nos canais oficiais da ABC, as imagens chegam a três milhões de visualizações, mas eu já vi cópia não oficial com mais de 50 milhões.

Meggiolaro também ressalta o carisma da equipe. O fato de a RioBotz, composta por estudantes universitários, enfrentar equipes com engenheiros experientes e fortemente patrocinadas foi algo que fez o público torcer pelos brasileiros.
– Na BattleBots, a edição do programa colaborou ao nos mostrar como competidores ajudavam os outros, além de muito empolgados. O diretor do programa elogiou o entusiasmo do nosso piloto, por exemplo. Muitos competidores eram atenciosos conosco, estavam dispostos a auxiliar todo mundo e apareciam como vilões temidos, o que não deixa de ser um sinal de qualidade dos nossos oponentes – conta o professor.

O processo para que o Minotauro se tornasse um brinquedo envolveu quatro frentes: o BattleBots, programa de combates de robôs; a ABC, contratante do programa e detentora dos direitos de imagem do Minotauro; a Hexbug e a RioBotz, que cedeu o projeto do robô para a empresa de brinquedos. O lucro da venda dos brinquedos é dividido entre a ABC, o Battlebots e a Riobotz. O dinheiro que a equipe recebe é utilizado para a compra de peças reservas, melhorias e manutenção do robô, pois, segundo Meggiolaro, o valor que chega à equipe brasileira não dá para construir um outro Minotauro. Ele relata, por exemplo, que para o tambor giratório do robô brasileiro funcionar, são necessários dois motores de U$ 1 mil cada. O Minotauro tem mais de cem peças e, em algumas lutas, precisa de reparos entre os rounds.

Meggiolaro afirma que não recebeu informações de quantos brinquedos já foram vendidos, mas sabe que o primeiro lote da miniatura radiocontrolável já esgotou e que o BattleBots Rivals está na lista dos mais vendidos da Hexbug nos Estados Unidos. As versões ainda não estão disponíveis para venda no Brasil, mas o professor acredita que a popularidade do Minotauro, no futuro, chegue ao mercado nacional, mesmo sem saber como a Hexbug fará para comercializá-lo.

– A Battlebots e o Minotauro ficaram muito famosos aqui no Brasil, apesar do programa ser exibido em um canal da TV a cabo, o Discovery Turbo. Todo mundo que eu conheço viu algum vídeo das lutas, mesmo não sabendo do que se tratava. As competições de robótica estão crescendo novamente. Todos querem esses kits, tanto a miniatura como o montável.

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