Profissional de voleibol há cinco anos, Juliana Perdigão consegue conciliar dois projetos em sua vida, o do time de voleibol do qual faz parte, o Rexona, e o do curso de arquitetura da PUC. E, agora, depois de jogar na Superliga e no Mundial de Vôlei, ela tem outro desafio: pela primeira vez Juju, como é conhecida, vai participar dos Jogos Universitários de Comunicação Social (JUCS) que ocorrerão em junho, no feriado de Corpus Christi em Vassouras. Este ano, os alunos de Arquitetura e Design vão poder competir no JUCS, e a atleta não quis perder a oportunidade de representar a PUC Rio em quadra.
Em meio a tanta competição profissional, a estudante do 10ª período também dedica parte do tempo para treinar com os amigos para a competição universitária.
- Eu gosto de jogar vôlei, é um prazer mesmo. É divertido, é mais descontraído, é uma coisa diferente do meu dia a dia. São pessoas que eu gosto, tenho amigos aqui, então, se eu tenho esse tempo livre para jogar e treinar, eu vou.
Apaixonada por esportes, Juju se diverte da arquibancada também. Ela conta que sempre acompanhou os Jogos Jurídicos (jogos do curso de Direito), o Intereng (jogos de Engenharia) e o JUCS.
– É competição, eu tô dentro!
Aos 24 anos, Juju tem uma rotina fora do comum. Em um dia ela é capaz de fazer quatro viagens da PUC para o treino do seu time, o Rexona, na Urca. Apesar da correria, ela recebe o apoio da maioria dos professores e do técnico Bernardo Rezende, formado em Economia na PUC Rio. A ajuda dos amigos também é importante para que ela possa estar sempre em dia com as matérias.
- Às vezes eu chego um pouco atrasada na Universidade, converso com os professores, a maioria entende, dá aquela ajudada. E às vezes eu chego um pouquinho atrasada no treino da tarde, mas isso tudo é conversado, o Bernardo super apoia e ajuda.
Desde 2010 na equipe profissional, Juliana diz que o trabalho da equipe em quadra pode ser comparado com os projetos da faculdade. Segundo ela, é como um lance de contra-ataque no esporte pelo qual é apaixonada.
- Como no vôlei, não conseguimos fazer nada sozinhos. A jogadora só faz um bom levantamento se outros jogadores da equipe conseguem passar bem a bola. Na Universidade, eu também tento sempre buscar ajuda porque não tem como eu fazer tudo sozinha.
O resultado do time carioca no Mundial de Clubes, que ocorreu em maio em Zurique, na Suíça, não foi o desejado por todos do time, a equipe ficou em quarto lugar na competição. Para a atleta, a fórmula para um bom rendimento é sempre a mesma, seja para uma competição profissional ou universitária: o time tem que ser campeão dentro e fora de quadra.
- Para você ter um time campeão você tem que ter jogadoras incríveis que joguem bem. Mas o que vale, o que pesa, são as pessoas. Temos pessoas extraordinárias no time, que não estão só preocupadas com elas mesmas, nós estamos sempre nos ajudando. Então é um time, um grupo mesmo. Acho que esse é o fator principal, além de termos boas jogadoras, temos pessoas que fazem o time ser campeão.