Celebração da excelência e tecnologia
02/06/2022 17:45
Victória Reis

Instituto Tecgraf completa 35 anos no topo em PD&I autossustentável

Celebração dos 35 anos do Tecgraf (Foto: Jorge Paulo)

Ao longo de 35 anos, o desenvolvimento de softwares e, principalmente, pessoas são as maiores conquistas e desafios do Instituto Tecgraf de Desenvolvimento de Software Técnico-Científico da PUC-Rio. Além disso, o compromisso com a inovação em setores como óleo e gás, meio ambiente, entretenimento digital e medicina impulsionam os mais de 400 colaboradores, entre alunos, professores da PUC-Rio e profissionais externos.

Para comemorar a data especial, o Reitor, padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J., abençoou a equipe e o Edifício Padre Laércio Dias de Moura, que abriga o Instituto. Durante o discurso, ele ressaltou a importância daqueles que, anteriormente, foram iluminados pela fé e, baseados na ciência, souberam pensar grande no serviço que a Universidade pode e deve prestar à sociedade. Padre Josafá pontuou o desempenho do diretor do Instituto, professor Marcelo Gattass, que atua no projeto desde a criação em 1985.

- Celebrar estes 35 anos de Tecgraf é agradecer o protagonismo do professor Marcelo Gattass, que apoiado pelo Departamento de Informática e respaldado pela competência de sua equipe, soube perceber os novos cenários dos tempos na área tecnológica, dedicando esforços e sacrifício para galgar os degraus das demandas mantendo as excelentes relações com as parcerias públicas empregadas.

Reitor padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J., Diretor do Tecgraf, professor Marcelo Gattass, e o Vice-Reitor Geral padre Anderson Antonio Pedroso, S.J. (Foto: Jorge Paulo)

A trajetória de Gattass e o do Tecgraf são entrelaçadas. Um dos pioneiros em computação gráfica no Brasil, o diretor do Instituto é professor do Departamento de Informática. Ele se juntou à comunidade PUC-Rio dez anos antes da inauguração do projeto e participou da construção do zero. Em sua fala, ele fez questão de resgatar dois atores jesuítas importantes na idealização do Instituto: padre Laércio Dias de Moura, S.J, e padre Amarilho Checon, S.J..

Se reinventar foi uma característica presente nestes 35 anos de projeto. Por isso, para Gattass, não é fácil escolher um período mais marcante, mas frisa que a vinda do Instituto para perto da comunidade acadêmica foi significativo. O sentimento do diretor é de que eles foram finalmente abraçados e abraçaram mais a PUC-Rio.

- Acho que esta seria a transformação, não por desafios externos, porque eles sempre foram permanentes na nossa vida, mas pelo acolhimento que a própria comunidade deu porque nós éramos espalhados pelo Rio de Janeiro todo e tivemos diversas sedes fora do campus da Gávea.

Professor Marcelo Gattass (Foto: Jorge Paulo)

Espírito de interdisciplinaridade, busca de inovação e trabalho em rede: para o Vice-Reitor Geral, padre Anderson Antônio Pedroso, S.J., é desta maneira que o Tecgraf pode ser resumido. Ele esteve presente neste momento especial e afirmou que o futuro do Instituto é inspirar novos institutos e formas de colaboração dentro da Universidade. Para padre Anderson, as parcerias estabelecidas ao longo dos anos se basearam nas demandas da realidade, e o Tecgraf sempre se manteve atento às necessidades do momento.

- A PUC-Rio é um lugar onde existe uma riqueza imensa de pessoas e pensamentos, e tudo isto tem que ser colocado com criatividade e inteligência própria da Universidade, de maneira convergente com o que a realidade nos diz. O futuro é uma palavra que na verdade é uma provocação do presente. Se não estivermos com os olhos e pés muito fincados no presente, não conseguimos projetar e imaginar o futuro.

Vice-Reitor Geral padre Anderson Antonio Pedroso, S.J.

Em 35 anos de trajetória e projetos, desenvolvimentos de softwares e parcerias, qual seria a maior conquista do Tecgraf? Na opinião do Gerente-Geral Administrativo, Raul Martins, chegar aos 35 anos é o ponto alto. Para ele, a adaptação das equipes ao cenário pandêmico foi motivo de orgulho.

Além disso, Martins frisou a importância de praticar a sustentabilidade em meio a empresas que trabalham com combustíveis fósseis. De acordo com o professor, não é possível estabelecer comparativos em relação à extração de petróleo no Brasil, como a 50 anos atrás.

- Nós fizemos um trabalho para a Petrobras que era justamente saber que pressão colocar nos poços para não ter exsudação, ou seja, o petróleo subir. Logo, conseguimos tirar o petróleo, usá-lo, para fazer uma quantidade não trivial de coisas sem prejudicar o meio ambiente e aproveitar o CO2 que tem para armazenar dentro das cavernas.

Gerente-Geral Administrativo Raul Martins (Foto: Jorge Paulo)

De olho no futuro

Na visão de Gattass, a constante transformação da sociedade instiga a comunidade a trazer novas soluções. Por conta disto, o Tecgraf trabalha com dois embriões de Institutos, como o D3 ( Digitalização de Centralização e Distribuição), que vai desenvolver novos modelos de distribuição de energia elétrica.

- O outro vai trabalhar com o sequestro de carbono e a engenharia de combater os gases de efeito estufa. São temas novos, que são centrais para a nossa sociedade e que a engenharia da Universidade, que sempre foi de excelência, continuará contribuindo.

O diretor do Instituto fez uma importante convocação para que os jovens se congreguem e assumam o papel de agentes de mudança. Gattass afirmou que existe uma sinergia importante entre os alunos da Universidade e o Tecgraf.

- A energia, renovação e os sonhos do Tecgraf são os alunos que trazem para a gente, e juntos temos a experiência de lidar com as empresas. A vontade de criar, transformar e de ter esta excelência de fazer diferença na sociedade, vem muito dos alunos. Esse é o espírito que está muito presente dentro do campus e, quando você se afasta disso, cai em uma coisa diferente, que não tem a ver com o Instituto.

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