Alimentação para viver melhor
13/07/2023 15:18

Curso de Nutrição encerra o semestre com ciclo de palestras

O curso de Nutrição organizou um ciclo de palestras. Foto: André Bocaiuva

O primeiro ciclo de palestras de Nutrição foi organizado por alunos e professores no dia 4 de julho. Diversos especialistas discutiram como a alimentação pode promover saúde e bem-estar. A programação incluiu palestras que abordaram assuntos como consequências do período de pandemia nos hábitos alimentares, doença celíaca e desperdício de alimentos. O encontro contou com diversas mesas de degustação, que apresentavam opções saudáveis para o dia a dia.

O curso iniciou em 2023 e obteve um número altíssimo de candidatos no último vestibular da Universidade, algo que foi destacado pelo diretor do Departamento de Medicina e Saúde, professor Jorge Biolchini. Ele também comentou que houve uma espécie de “bolão” para apostar como seria a relação candidato/vaga em Nutrição, mas todos os apostadores erraram. A demanda foi muito acima do esperado, o que indicou o sucesso da graduação.

O Reitor, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., destacou a importância da primeira série de discussões o curso, que, segundo ele, está em acordo com a identidade da PUC-Rio. De acordo com o Reitor, a cultura da Universidade é centrada no ser humano integrado com a natureza, não é algo egoísta. Padre Anderson afirmou que existe uma relação com a alimentação que é sacra. Por isso, citou um trecho da carta do Papa Francisco para o Fórum Mundial da Alimentação de 2022: “A alimentação é fundamental para a vida humana. De fato, participa de sua sacralidade, não pode ser tratada como qualquer mercadoria. Os alimentos são sinais concretos da bondade do Criador e frutos da terra.”

A professora Ana Branco, do Departamento de Artes & Design lembrou a relação do alimento com o humano. Para ela, a terra oferece um encantamento que cria uma relação de complementação do homem, pois os cheiros e gostos dos alimentos emocionam e podem mudar a forma de viver.

A nutricionista Fábia Campos, que ministrou uma palestra sobre a repercussão da Covid-19 nos transtornos alimentares, ensinou como podemos nos cuidar. Ela abordou assuntos importantes como os efeitos do confinamento no comportamento, principalmente dos jovens, e a prática de atividade física em meio à quarentena. Fábia também lembrou casos de baixa autoestima no período pandêmico, quando muitas crianças e adolescentes se sentiam desconfortáveis em ligar as câmeras em videoconferências por vergonha do próprio corpo. Ela assinalou que a  nutrição e a alimentação saudável foram soluções que muitas pessoas encontraram nesses momentos de insegurança.

A nutricionista Fábia Campos falou sobre os efeitos da pandemia na alimentação. Foto: Bernardo Brigagão

O nutricionista esportivo Daniel Chreem fez uma palestra sobre a importância de montar diferentes dietas, dependendo da demanda. Ele aconselhou o público a  primeiro conhecer os gastos calóricos e objetivos de cada um para depois criar cardápios personalizados. Como exemplo, Daniel mostrou a planilha de treino de um de seus pacientes, na qual existiam diversos treinos diferentes.

- Em casos como este, é preciso ter muito cuidado ao montar a dieta. Há alimentos específicos na recuperação muscular dos atletas, que estão em constante processo de regeneração.

O papel do nutricionista na doença celíaca foi o tema da exposição de Noadia Lobão. Ela apontou a importância da suplementação para pessoas alérgicas a glúten. Além disso, destacou a necessidade de ter cuidado dobrado para evitar a contaminação cruzada - em que o alimento que não contém glúten acaba "infectado" ao ser misturado com os resquícios da proteína no ambiente da cozinha.

Na palestra “Vida Sustentável: aproveitamento integral dos alimentos na prática: experiência SESC”, a palestrante Karime Cader forneceu detalhes de como deve ser uma alimentação saudável. Segundo a nutricionista, as boas práticas vão além da ingestão de nutrientes e têm mais a ver com uma dieta equilibrada. A profissional também comentou sobre o desperdício de alimentos e ressaltou que, por dia, cada brasileiro descarta 1kg. Para produzir um 1kg desse mesmo alimento, é preciso 500ml de água. Ou seja, quando se descarta algum tipo de comida, ao mesmo tempo se joga fora uma grande quantidade de água. No fim, as consequências do desperdício vão desde o impacto econômico ao impacto social.

O encontro teve mesas de desgustação. Foto: Caio Matheus

Segundo Karime, os benefícios do aproveitamento integral também são variados, como por exemplo, promover  a segurança alimentar e reduzir custos na compra de novos alimentos. Outra prática para reduzir o desperdício é a reutilização das cascas de frutas, tão ricas em nutrientes quanto a polpa. A partir do uso dos alimentos, Karime se juntou a outros profissionais e elaborou mais de cem receitas.

A caloura do curso de Nutrição Priscila Schwartz, 18 anos, contou que muitas palestras estavam alinhadas às matérias que estudou no curso, mas também teve a oportunidade de ter contato com outros assuntos.

— Gostei principalmente de uma palestra que falava sobre aleitamento materno e alimentação na infância. Achei interessante  conhecer os transtornos alimentares que aconteceram durante a pandemia.

Participaram desta cobertura: André Bocaiuva, Angelo Souza e Bernardo Brigagão

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