Início de uma jornada
06/06/2023 18:37

Fórum AMAZONIZAR reúne especialistas para debater o maior bioma do país

Raquel Tupinambá participa do primeiro fórum do Projeto AMAZONIZAR PUC-Rio. Foto: Kathleen Chelles

O Projeto AMAZONIZAR deu o primeiro passo em busca da inserção da PUC-Rio no entendimento da realidade da Floresta. Em um fórum que reuniu diversos nomes relevantes do cenário nacional, no dia 29 de maio, os convidados discutiram os olhares, desafios, as oportunidades, a cultura e possíveis contribuições científicas para a Amazônia. Durante a programação, que ocorreu das 9h30 às 18h, os dez palestrantes foram divididos em quatro painéis. O Fórum AMAZONIZAR PUC-Rio também contou com a abertura do Reitor Padre Anderson Antonio Pedroso, S. J.,  uma apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, e uma exibição em realidade virtual do filme Amazônia Viva, de Estevão Ciavatta.

Olhares sobre a Amazônia

O documentarista, escritor e ex-professor da PUC-Rio, João Moreira Salles, e a jornalista Miriam Leitão integraram o painel inicial do Fórum. Ao fim da exposição sobre as vivências que tiveram na Amazônia, eles participaram de uma roda de conversa mediada por Geraldo da Costa, aluno do 1º período de Economia. Por meio das perguntas do mediador, os convidados pontuaram os caminhos possíveis para que o Projeto AMAZONIZAR resulte em ações efetivas.

Os dois palestrantes têm uma vasta produção sobre a realidade da Floresta. Em 2019, Moreira Salles morou por seis meses em Belém, Pará, com o intuito de entender as particularidades do bioma predominante na região. A experiência, narrada no livro Arrabalde: Em busca da Amazônia, permitiu que o documentarista olhasse para o lugar com curiosidade e afeto. Segundo ele, a Amazônia não foi incorporada no imaginário nacional, o que justificaria uma certa negligência com a preservação.

— É preciso transversalizar a Amazônia por todos os departamentos da PUC-Rio. Estamos destruindo sem que houvesse amanhã, e realmente não haverá. Passamos da complexidade à simplicidade, porque é mais fácil compreender um pasto do que uma floresta. A Amazônia é o que se esquece, é o resto. O Brasil sempre esteve de costas para ela.

João Moreira Salles, Miriam Leitão e aluno Geraldo da Costa em conversa no Fórum AMAZONIZAR. Foto: Caio Matheus

Com um propósito semelhante, Miriam embarcou há um ano para São Félix do Xingu, também no Pará. A viagem resultou no documentário Amazônia na Encruzilhada, da GloboNews, que mostra como a pecuária está ligada ao desmatamento e a outras mazelas. A cidade escolhida emite mais gases de efeito estufa do que São Paulo e é um dos lugares mais violentos do Brasil. Mas a jornalista conseguiu encontrar por lá um motivo de esperança na resistência dos pequenos agricultores que lutam pela defesa da fauna e da flora.

— A ausência da floresta dentro da floresta é uma presença forte, opressora e desorganizadora. Por mais que tenha resistência, eles (os moradores) precisam de reforços. Este evento da PUC-Rio é um reforço. E isso tem que ser um processo, como disse o Reitor. Reúnam cada vez mais estudantes em torno da compreensão da Amazônia.

Especialista em jornalismo econômico, Miriam vai lançar um livro sobre a exploração no norte do país. Ela acredita que é possível conciliar as questões econômicas com a preservação ambiental.

— O desafio da economia é rever um conjunto de valores e entender todos os processos, do valor econômico, financeiro e do intangível. Ver a floresta apenas como um ativo é um erro.

Moreira Salles compartilha da opinião de Miriam, e afirmou que não é possível reduzir a Amazônia a um ativo comercial. A ideia é tratar o bioma como parte da solução do planeta, capaz de reduzir os efeitos da mudança climática. Para ele, o Brasil deve cultivar o sentido de ser a potência ambiental dos trópicos.

O futuro de todos nós

O segundo painel trouxe a Assessora Política e de Direito Socioambiental no Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, o Diretor do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Beto Veríssimo, e a Diretora da Climate and Land Use Alliance Brasil (CLUA Brasil), Carolina Genin. Os especialistas falaram sobre as diversas questões que assolam a Amazônia atualmente, e debateram caminhos para a recuperação e preservação da floresta.

A questão indígena, a demarcação de terras, a proteção ambiental, o desenvolvimento sustentável, a violência e a relevância do conhecimento tradicional foram pontos abordados pelos palestrantes. Eles também refletiram sobre o papel da Universidade e do engajamento estudantil neste sentido. A mediadora da palestra foi a aluna do curso de Relações Internacionais Raphaela Bianco.

A comunicadora Adriana Ramos nasceu e foi criada no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, e foi para a Amazônia pela primeira vez aos 23 anos, como acompanhante do marido, um antropólogo. Hoje, ela já atua na área de políticas socioambientais há 25 anos. Adriana acredita que um dos grandes problemas que acometem a Amazônia atualmente é a arrogância de quem não a conhece, traço que ela percebeu em si mesma no início da sua vivência com o tema. Segundo Adriana, fazer a sociedade brasileira compreender que o modo de vida e os conhecimentos dos povos tradicionais são fundamentais para a existência da maior floresta tropical do mundo é um desafio.

Adriana Ramos, Beto Veríssimo e Carolina Genin no segundo painel. Foto: Caio Matheus

Um dos pontos abordados pela assessora foi a questão do desenvolvimento sustentável. Atualmente, mais de 45% do território da Amazônia está sob algum tipo de proteção ambiental. Desta porcentagem, cerca de metade é constituída por unidades de conservação, que são áreas para visitação, pesquisa e também para a conservação do uso sustentável. Isto é: locais destinados a reservas extrativistas, exploradas por populações tradicionais, de acordo com o manejo característico destes povos. Adriana observou que somente esta parcela ainda não é o suficiente, porque toda a lógica brasileira de desenvolvimento pressupõe o desmatamento e, consequentemente, comentou a palestrante, o fracasso. 

— Esses 45% de áreas destinadas não são suficientes para garantir que a gente evite o chamado ponto-de-não-retorno. Nos últimos anos, houve uma ampliação no debate sobre o desenvolvimento da Amazônia, mas, ao mesmo tempo, o desmatamento cresceu e a violência, as mortes de lideranças indígenas e o número de comunidades tradicionais em conflitos aumentaram. Algo está faltando. A pressão para que estas terras sejam abertas para atividades como garimpo, mineração e agropecuária flexibiliza esse uso destas zonas. Na medida em que se fomenta o uso não-tradicional destas terras, se cria também um espaço para o questionamento do direito territorial. Tudo isto está expresso no PL 490/07, o PL do Marco Temporal.

Co-fundador de um dos principais centros de pesquisa e ação estratégica da Amazônia, o Imazon, Beto Veríssimo fez um caminho diferente até a Amazônia. A porta de entrada do engenheiro foi pela pesquisa de campo na área de ecologia tropical, em 1988. E, segundo ele, da perspectiva do “front da pesquisa”, esta geração de pesquisadores e ativistas teve três desafios principais. O primeiro deles foi entender a dinâmica do desmatamento: como a fronteira se moveu e qual foi o papel do governo militar, que, em valores atuais, investiu mais de US$ 30 milhões na exploração da floresta na década de 1960. Depois, foi pensar qual é o papel que caberia ao Governo Federal, no sentido de fechar a fronteira de destruição. E o terceiro, o atual, é compreender quais são os desafios de desenvolvimento para a Amazônia.

— Existe um paradoxo. Em cerca de 40 anos, desmatamos o equivalente ao estado de Minas Gerais e São Paulo inteiros. Destes 86 milhões de hectares, apenas 10% são utilizados economicamente. O equivalente ao estado de São Paulo está abandonado, e a floresta está voltando lentamente. O resto do território está subaproveitado. Não há  nenhuma justificativa para o desmatamento na Amazônia. Tem área desmatada e subaproveitada demais, em regiões que já tem ocupação. Apesar de toda a tragédia do legado de ocupação da Amazônia, ainda existe chance de virar esta história. Vamos precisar tomar uma série de decisões de natureza política, e é importante que os brasileiros se engajem nisto. A universidade precisa fazer perguntas, e, na Amazônia, as boas perguntas exigem elaboração empírica. Não há respostas fáceis.

Público lota auditório do RDC em Fórum AMAZONIZAR. Foto: Caio Matheus

Uma das soluções apontadas pelos palestrantes foi a bioeconomia, que estuda a possibilidade de se criar produtos e serviços mais sustentáveis, a partir da utilização de novas tecnologias e recursos naturais. A jornalista e ex-aluna da PUC-Rio Carolina Genin julga que esta ciência é uma forma de estruturar uma produtividade mais independente de produtos fósseis, mas que ainda falha em considerar a biodiversidade como alternativa. Segundo ela, esta é uma oportunidade para os cidadãos de países tropicais pensarem uma “economia da floresta tropical”. A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas ( COP-30) vai ser realizada em Belém, em 2025, e Carolina espera que a reunião seja um momento para as pessoas olharem com orgulho e se apaixonarem pela Amazônia.

— Enquanto virarmos as costas para a Amazônia, e a enxergarmos apenas como objeto de exploração, vai ser ruim para todo mundo. A floresta pode ser um caminho para a gente criar uma economia mais justa e inclusiva. Aos jovens: procurem trabalhos ligados ao meio ambiente. E existem duas coisas que podem ser feitas do sofá: as eleições municipais de 2024 são muito importantes para a Amazônia. Precisamos que vençam os candidatos que entendem o valor do meio ambiente. Além disso, procurem maneiras de participar da COP-30. Estes são dois momentos relevantes para o país. Não é sobre salvar a Amazônia por ser bela: ela é o futuro de todos nós.

Cultura e Sensibilização

A jovem liderança indígena Raquel Tupinambá e o diretor e roteirista Estevão Ciavatta foram os protagonistas da terceira rodada do Fórum. Em um bate-papo mediado pela aluna Sofia Gelli, de Artes & Design, os convidados contaram suas vivências e atuações na região amazônica. Os problemas em relação à educação e exploração na Amazônia também foram discutidos.

Como pontapé inicial da conversa, Raquel, que é integrante da Associação de Moradores Agroextrativistas e Indígenas do Tapajós, discursou sobre o pensamento equivocado de que na Amazônia só existem indígenas, floresta e animais. Para ela, é necessário que haja respeito também com as outras minorias que existem por lá, mas, ressaltou, é triste ver que muitos ficam indignados ao serem confundidos com indígenas. Ela considera que  isto acontece por conta da reprodução do colonialismo na Amazônia pelos primeiros sistemas de educação, o que fez com que fosse difundido um estereótipo incorreto dos povos nativos. 

A antropóloga e botânica ainda relembrou que seus avós foram “violentados” ao ter que aprender o português, e afirmou que, hoje, é possível perceber melhorias no acesso à educação para a comunidade ribeirinha. Mas declarou que, dentro da universidade que estudou, já foi confundida com uma faxineira, porque não tinha o perfil “comum” de uma aluna. Segundo Raquel, é preciso que haja mais iniciativas como o Projeto AMAZONIZAR dentro dos ambientes acadêmicos, pois eles permitem que as populações possam ser ouvidas nestes espaços. Raquel também parabenizou a ação da PUC-Rio e agradeceu o convite para participar do Fórum.

— É muito importante a nossa participação dentro das universidades e escolas, porque são estes espaços que criam as narrativas, constroem as histórias e ditam, de certa forma, as regras de uma sociedade. Nós temos várias políticas e leis que incidem diretamente sobre as nossas vidas, mas, às vezes, não participamos desta construção. É necessário que possamos ocupar estes espaços para lutar pelos nossos direitos que são, muitas vezes, reprimidos.

Estevão Ciavatta, Raquel Tupinambá, Reitor Padre Anderson e aluna Sofia Gelli. Foto: Kathleen Chelles

A relação do diretor Estevão Ciavatta com a Amazônia não é de hoje, ele é diretor de dois documentários, Amazônia: Sociedade Anônima e Amazônia Viva. Este último podia ser assistido com óculos de realidade virtual (VR) do lado externo do auditório do RDC. O roteirista afirmou que, quando passou a olhar os detalhes da floresta mais de perto, percebeu a riqueza natural e alcançou uma relação de pessoalidade com o ambiente e com os seres vivos. Segundo ele, o objetivo dos filmes não é retratar a Amazônia apenas de forma imagética, pois é preciso mostrar a importância de preservação do local.

Como um conselho aos jovens cineastas que desejam abordar a região, Ciavatta disse que não existe uma mas, sim, inúmeras Amazônias, e há muitos assuntos para serem estudados. Ele também reiterou que um projeto na região deve ser pensado em longo prazo, pois é necessário que haja um tempo de aproximação com a comunidade local. Outra dica que Ciavatta deixou para os alunos da Universidade é mudar o roteiro de viagens: em vez de ir para a Disney ou para a Europa, optar por uma visita à Amazônia.

— O Projeto AMAZONIZAR é fundamental. Ele acaba cumprindo um papel que falta muito nas universidades do Sudeste, e no Brasil de maneira geral. E acho que a PUC está saindo na frente para promover este interesse e conhecimento da Amazônia.

A exploração das riquezas naturais também foi discutida por Raquel. Ela comentou que muitos vão para a Amazônia com a meta de ganhar dinheiro com os bens locais, sem pensar nas crises ambientais e nos prejuízos que podem ser causados à população. E ressaltou que, por causa das atividades ilegais de garimpo, as águas e os peixes da região ribeirinha têm sido contaminados com alto grau de mercúrio, o que provoca riscos à saúde dos moradores. De acordo com a indígena, além de haver um aumento no número de casos de câncer no Estado, muitas crianças são levadas aos hospitais por contaminação de agrotóxicos.

Imersão em realidade virtual foi oferecida ao público. Foto: Caio Matheus

A Contribuição Científica para a Amazônia

O quarto e último painel do Fórum Amazonizar contou com a participação presencial da Diretora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Antonia Franco, e a participação remota da pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Marlúcia Martins, e do Diretor do Museu da Amazônia (MUSA), o físico ítalo-brasileiro Ennio Candotti.

No início da atividade, Antônia mostrou alguns dados sobre a situação do INPA, que existe há 70 anos com o objetivo de desenvolver uma série de estudos, e uma das prioridades é investigar a biologia tropical. O centro de pesquisa nasceu da ideia de se criar um instituto panamazônico, que envolveria países próximos ao Brasil nos quais parte do território abrange a floresta, como Peru e Colômbia. Mas o presidente Getúlio Vargas optou por criar um instituto nacional de pesquisa para proteger a soberania nacional. A missão do INPA, assinalou Antonia, é capacitar pessoas que possam discutir a Amazônia e também gerar conhecimento por meio de estudos que são realizados ao redor do mundo.

A entidade dispõe de diversas linhas de atuação e estabelece um planejamento estratégico de dez anos - o último foi elaborado em 2021. A infraestrutura conta com três campi e 15 áreas de reserva para a produção de estudos e em cada um dos campi. Ao todo, são mais de cem edificações em Manaus. O trabalho do INPA também consiste em catalogar espécies da fauna e flora encontradas na Amazônia. Além disso, o instituto oferece cursos de graduação na área da botânica.

Antônia mencionou a importância de uma futura parceria entre o Instituto e a PUC-Rio para que o Amazonizar comece a ser desenhado e tome forma. Para ela, o momento é propício, já que tem se falado muito sobre a floresta e a influência na biosfera nos últimos anos. A pesquisadora, entretanto, deixou claro que, apesar de conter uma natureza opulenta, a Amazônia pode apresentar desafios. Mas levar para o Norte do país alunos engajados na preservação e no desenvolvimento da região pode ser um das principais contribuições do Amazonizar.

— Ninguém trabalha sozinho, um precisa do outro, por isso as parcerias são necessárias. Acho que as pessoas precisam conhecer o que é a Amazônia, como ela é, o que se faz na região, e quem faz ciência na floresta. Como em todo lugar, não só lá, mas em outros biomas também, existem os desafios, as dificuldades, as certezas. Levar alunos de graduação ou pós para conhecer uma realidade que existe e é brasileira, e aproximar o nosso país, para dentro das nossas regiões, é primordial. “Amazonizar” é conhecer o Brasil.

Antonia Franco em último painel do Fórum AMAZONIZAR. Foto: Kathleen Chelles

No fim de sua exposição, Antonia deixou aberto o convite para alunos da PUC-Rio que se interessem pelo assunto e queiram fazer algum curso de pós-graduação no INPA. De acordo com a diretora do instituto, há um portfólio com mais de 140 projetos  desenvolvidos dentro da instituição, que iniciou parcerias com empresas privadas, como Samsung e Shell. Esta última tem um projeto com uso de nanopartículas em áreas que já foram desmatadas para acelerar o crescimento de plantas em áreas devastadas pela ação humana.

As contribuições se referem a áreas da segurança alimentar, as mudanças climáticas, zoonoses, doenças tropicais, a energia renovável, biodiversidade, conservação e preservação da floresta, proteção do ecossistema amazônico e preservação do conhecimento tradicional e da cultura das comunidades. Com toda essa expertise, o INPA é um órgão multidisciplinar e uma peça fundamental para servir às demandas da floresta.

A pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, Marlúcia Martins, participou virtualmente do fórum, como representante do primeiro parque zoobotânico do Brasil. Com 157 anos, o Emílio Goeldi é a mais antiga instituição científica da Amazônia e o segundo museu de história natural do país. Desde 2000, o instituto é vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e é reconhecido mundialmente como uma das principais entidades produtoras científicas de estudos naturais e culturais daquela região.

Marlúcia é carioca, mas vive em Belém há muitas décadas. Durante o encontro, ressaltou a importância do apoio às pesquisas empreendidas na Amazônia e o conhecimento de um ecossistema tão rico. Toda a ciência produzida no Museu é desenvolvida por 35 pesquisadores apenas e Marlúcia alertou que para aumentar o contigente de pesquisadores é preciso povoar, cientificamente, a Amazônia.

— O Brasil não conhece metade de seu país. Temos a responsabilidade de salvaguardar o conhecimento milenar da Amazônia. É preciso desenvolver a Amazônia de dentro para fora, com políticas que despertem o interesse das pessoas em conhecer a floresta.

O Diretor do MUSA, Ennio Candotti, encerrou o fórum e destacou a importância do incentivo à curiosidade sobre o território amazônico. Nascido na Itália, ele comentou sobre os desafios de defender a floresta e a urgência de implementar políticas atentas à interiorização da vida universitária na Amazônia. Hoje, existem 320 centros universitários que formam milhares de estudantes nessas regiões.

— Deixem as vestes “citadinas” e vistam as “florestinas”. E, nas florestinas, não esqueçam de observar que estamos abrindo as portas da história e da memória para que os diferentes ganhem espaço.

Localizado em Manaus, o Museu da Amazônia existe desde 2009 com objetivo de desenvolver programas de museologia, pesquisa, educação e turismo científico-cultural e ecológico, relacionados aos biomas e às culturas da região amazônica.

Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro encerra Fórum AMAZONIZAR. Foto: Kathleen Chelles

Participaram desta cobertura: André Bocaiuva, Angelo Souza, Bernardo Brigagão, Henrique Barbi, Luzi Alves e Sophia Marques

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