Passinho na Universidade
13/05/2019 18:55
Núbia Trajano

O Instituto de Relações Internacionais promove um aulão de dança de comunidades na PUC-Rio

O grupo Passinho Carioca no seminário Percusos Criativos. Foto: Bia Côrtes

O projeto Percursos Criativos para Culturas de Equidade, criado a partir de uma iniciativa de Culturas Globais de Equidade e Gênero, a Global Grace, reuniu uma série de atividades e dinâmicas entre os dias 7 e 9 de maio. Para compor a proposta, em parceria com o Instituto de Relações Internacionais (IRI), na quarta-feira, 8, foi realizado um aulão de passinho no ginásio da Universidade.

O grupo Passinho Carioca foi o mediador do aulão. A equipe existe há três anos e, para a apresentação, contou com a participação do professor Richard Santos e dos dançarinos Daniel Rocha, Maíra Lima e Nayara Costa. A integrante Maíra Lima ressaltou que este tipo de dança é um patrimônio cultural do Rio de Janeiro, assim como a capoeira é da Bahia.

-  O passinho já existe desde os anos 2000 e surgiu nas comunidades. Apesar do paradigma que existe no próprio funk, é um estilo de dança que não tem só a base do funk, mas também de outros estilos. Assim como o frevo, a capoeira, até o balé. Trabalhamos a flexibilidade e resistência do corpo.

Grupo atento e apreensivo antes do aulão. Foto: Bia Côrtes

Bailarina e produtora nas empresas RD Ritmado da dança e AfroBlack, Nayara Costa, de 18 anos, diz que a não há idade específica para participar da dança do passinho, e que na companhia diferentes públicos participam do projeto.

- Começamos com a feira do estudante – EXPO CIEE e a exposição fotográfica dos dançarinos, fazendo o movimento da dança e fotografando. Hoje em dia somos a Companhia Passinho Carioca/ Projeto Social, e atuamos com nosso espetáculo " Resistência", com rotativo no SESC.

O grupo Passinho Carioca participa de batalhas e tem integrantes que viajam para campeonatos fora do Brasil. Os dançarinos consideram a ideia de levar a dança para fora do Brasil como meio de propagar a cultura.

Participantes concentrados na aula de passinho. Foto: Bia Côrtes

O projeto Percursos Criativos para Culturas de Equidade é uma associação de diferentes entidades. Integrante do grupo Brasil, Douglas Viana faz parte também do Instituto Maria e João Aleixo, um dos parceiros do IRI, do PRO-Mundo e Observatório de Favelas nessa pesquisa. Ele explicou que a cada ano este projeto multicultural é realizado em um lugar diferente. Em 2019, os eleitos foram a PUC-Rio e a Maré.

- Nós nos reunimos uma vez por ano, com uma equipe multidisciplinar: pessoas do México, Londres e Índia. Especificamente este ano, o encontro está sendo feito no Rio de Janeiro, entre PUC e Maré, dividido em três espaços. Durante um período ficamos imersos no hotel, no Recreio. A ideia é fazer um levantamento sociocultural acerca de gênero e equidade.

Segundo Viana, o objetivo do Percursos Criativos não é apenas sobre as narrativas acerca dos assuntos abordados, mas também um meio de visibilizar os agentes. Ele ainda acrescentou que a ideia é obter práticas que sejam não só de movimentos populares, mas que tenham real identidade com o trabalho desenvolvido pelos parceiros.

 - O propósito é justamente passar um pouco do território carioca, visto que o nosso campo é a favela. Na Maré você encontra movimentos periféricos que hoje servem como um modelo de ascensão da galera preta jovem, como o jongo, a roda de samba, o passinho e baile funk.

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