Solar inaugura Biblioteca Irma Arestizábal
27/06/2019 18:43
Luana Vicentina

Espaço homenageia historiadora da arte que foi diretora do museu na década de 1980

A nova biblioteca reúne coleção especial de livros. Foto: Larissa Gomes

O Museu Universitário da PUC-Rio, Solar Grandjean de Montigny, inaugurou a Biblioteca Irma Arestizábal, que reúne a coleção especial de livros sobre história da arte da professora que esteve à frente do Solar como diretora na década de 1980. O espaço é integrado à Divisão de Bibliotecas e Documentação da Universidade, e todos os alunos podem solicitar empréstimos de livros.

A cerimônia de inauguração foi realizada pelo Reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J., pela diretora do Solar, professora emérita Margarida de Souza Neves, do Departamento de História, e pela professora Piedade Grinberg, também ex-diretora do Solar. O Reitor ressaltou que oferecer ao público uma biblioteca como essa é de grande importância para toda a cidade do Rio de Janeiro, com a finalidade de humanizar o ser humano, pois, de acordo com ele, essa é uma das principais funções da literatura e da arte.

Margarida explicou que o processo de elaboração da biblioteca foi longo. Após a morte da professora homenageada, em maio de 2009, os livros que ela deixou foram trazidos da Itália. O local é uma extensão da Biblioteca Central da Universidade, o que, de acordo com Margarida, facilita o processo de busca dos livros pelos estudantes.

A inauguração foi realizada pelo Reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J.. Foto: Larissa Gomes

Com mais de mais de 200 anos, o edifício do Solar não pode ter as paredes perfuradas em prol de uma boa manutenção da estrutura. Para isso, comentou Margarida, foram elaborados cabos de suspensão para as estantes de livros, inspirados na arquitetura da Ponte pênsil.

— Esperamos que essa Biblioteca seja um espaço físico e simbólico entre o Solar e a cidade, que venham pesquisadores de outras Universidades e Centros, que seja um lugar não só nosso, mas aberto para o país e para o mundo.

A biblioteca foi idealizada em 1980. Foto: Larissa Gomes

Piedade explicou que a idealização da biblioteca teve início em 1980, quando o Solar foi constituído como Centro Cultural da Universidade. O museu recebia, desde então, doações de livros de diferentes organizações, artistas e personalidades, mas ainda não havia um espaço para essas obras, que ficavam paradas.

— Não é só a biblioteca que é importante, mas o livro em si. Os celulares de hoje não compensam tanto assim. Nessa coleção há volumes sobre história da arte, arquitetura e design. Ler um livro proporciona um momento de introspecção, é uma aproximação completamente diferente.

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