Apple Developer Academy abre inscrições para processo seletivo
08/08/2019 16:40
Juan Pablo Rey

Programa oferece 40 vagas a estudantes de qualquer curso universitário

Os alunos aprovados vão desenvolver aplicativos para plataformas iOS. Foto: Maloni Cuerci

Fruto de uma parceria da Universidade com uma das principais empresas de tecnologia do mundo, a Apple Developer Academy da PUC-Rio está com inscrições abertas para o processo seletivo das turmas de 2020 e 2021. O programa visa a formação de desenvolvedores de aplicativos para as plataformas da Apple. No total, são 40 vagas destinadas a estudantes de graduação de qualquer curso universitário.

 

O projeto, iniciado em 2013, tem o objetivo de desenvolver apps iOS com impacto social. Segundo o professor do Departamento de Informática Gustavo Robichez, Coordenador Executivo do Laboratório de Engenharia de Software (LES) da PUC-Rio, o programa foi o primeiro da Apple a olhar para a questão da diversidade e multidisciplinaridade como um ponto central, o que, depois, virou um padrão mundial da empresa.

 

- Em 2013, a Apple criou uma provocação que era difundir a cultura do desenvolvimento de tecnologias, principalmente, mobile. Na época, não existia tanto o costume do uso intensivo e desenvolvimento de aplicativos. A provocação deles fez com que buscássemos gerar uma abordagem de formação multidisciplinar. O primeiro ponto foi pensar essa oportunidade como uma integração de alunos de diferentes cursos e que pudéssemos trazer um pouco de uma jornada prática de ensino.

 

Robichez destaca que não existe um estereótipo do perfil desejado para o processo seletivo, já que uma das marcas do programa é a diversidade de origens e conhecimento. Por isso, alunos matriculados em qualquer universidade, sem distinção de curso, podem participar. O professor também contou que a meta para os próximos anos é tornar a Apple Developer Academy um projeto cada vez mais inclusivo.

 

- É como se de fato fosse um grande laboratório de experimentação com problemas reais, com um parceiro institucional, no caso, a Apple, e eles são bastante ativos no processo. Promovemos, em menor escala, a participação de outras Universidades para que tenhamos essa diversidade de fato ocorrendo, não seja apenas uma questão de discurso. Um dos grandes pontos é desmistificar que o programa é para pessoas de background técnico.

O professor Andrew Diniz, Hendi Lemos e o professor Gustavo Robichez, integrantes do LES. Foto: Maloni Cuerci

 

Além de não ter predileção pelo curso dos participantes, o processo não prioriza candidatos que tenham conhecimento prévio de programação. O professor Andrew Diniz, do Departamento de Informática e do LES, valorizou o fato de diversos alunos sem domínio técnico na área conseguirem fazer aplicativos e publicar na loja após pouco tempo no projeto.

- A programação é enriquecedora, todos são capazes de aprender a programar. O desenvolver é muito mais que programação. É criar soluções. Quando você trabalha com grupos multidisciplinares, o conhecimento que é passado de um para outro muitas vezes complementa a visão e permite que possam alcançar soluções bem maiores do que pessoas com um perfil parecido. O foco é que eles possam aprender na prática, colocar a mão na massa fazendo.

Uma das marcas do programa é o Challenge Based Learning (CBL), metodologia de ensino prática que desafia o aluno a pensar soluções para provocações feitas, como, por exemplo, melhorias em áreas específicas da cidade, ou oportunidades na área médica. Diniz destacou que em todos os anos, desde que a Academy foi formada, a PUC-Rio mandou alunos para a Worldwide Developers Conference (WWDC), principal evento da Apple relacionado a desenvolvimento, realizado na Califórnia.

- Tem uma competição anual onde alunos do mundo inteiro participam. Eles envolvem o projeto, submetem para lá e são selecionados a partir da qualidade, da criação e da experiência que eles oferecem. Todos os anos, enviamos alunos que não eram da área de Engenharia da Computação para o evento. Isso é muito legal. Sempre tivemos alunos de Design e outras áreas participando.

No primeiro ano do curso, os estudantes aprovados se dedicarão a conhecimentos técnicos, com aulas práticas e teóricas. No segundo, devem desenvolver um projeto mais elaborado e que siga as práticas do mercado. Os 40 alunos selecionados terão que se dedicar 20 horas semanais, no período da tarde, e vão receber uma bolsa de auxílio no valor de R$1.000,00. Além disso, poderão usufruir da estrutura moderna do laboratório e dos dispositivos da Apple. Os candidatos devem se inscrever até o dia 2 de setembro, pelo site http://bit.ly/33fbndh.

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