Novo diretor no Departamento de Geografia e Meio Ambiente
16/08/2019 12:06
Heloiza Batista e Nathalie Hanna

Aluno desde 1999 e professor da Universidade há oito anos, Alexandre Solórzano assume cargo em cerimônia na Sala do Conselho

O professor e novo diretor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente, Alexandro Solórzano. Foto: Gabriela Callado

O professor Alexandro Solórzano tomou posse como diretor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente na quarta-feira, 14. A cerimônia ocorreu na Sala do Conselho Universitário e foi presidida pelo Reitor da Universidade, padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J., e pelo ex-diretor do departamento Rogério Ribeiro de Oliveira.

Solórzano é graduado em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tem mestrado em Botânica pela Escola Nacional de Botânica Tropical, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, realizou a tese de doutorado no Programa de pós-graduação em Ecologia da Universidade de Brasília e fez doutorado sanduíche na Colorado State University, nos Estados Unidos. O professor desenvolveu diversas pesquisas, como na área de Fitogeografia e Ecologia de Comunidades de cerradão e de História Ambiental da Mata Atlântica.

Para o novo diretor, consolidar o programa de captação de novos alunos e criar um curso de extensão sobre uso de ferramentas didáticas complementares e práticas laboratoriais são alguns pontos que ele pretende desenvolver na gestão. Uma das maiores prioridades, segundo Solórzano, será a elevação do programa de pós-graduação para nota cinco da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Durante a posse, o professor frisou que a coletividade e o programa de ensino estão acima de tudo.

– A nossa força está na capacidade de união e resiliência. Nós seremos resistência nessa luta pela educação e pela pesquisa de qualidade. Muito mais que resistência, somos e continuaremos sendo um farol de luz e, fundamentalmente, um espaço de esperança para as novas gerações.

O Reitor Padre Josafá e o ex-diretor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente Rogério Ribeiro. Foto: Gabriela Callado

Após quatro anos no cargo, o ex-diretor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente Rogério Ribeiro de Oliveira ressaltou a importância do trabalho coletivo dos professores no período em que esteve no cargo, que, lembrou, gerou vitórias e realizações, entre elas a implementação do doutorado e mestrado acadêmico, as reformas curriculares e a internacionalização.

- Algo que acho muito importante, que segurou a Geografia, e que talvez segure outros departamentos, principalmente no Centro de Ciências Sociais, é a união, união na pluralidade. Somos todos diferentes, diferentes professores, mas com a união fica muito mais fácil de encarar esse tempo. E temos que fazer uma resistência ao que está acontecendo na sociedade, afinal, é o nosso papel como professor.

O Reitor agradeceu o ex-diretor pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos. Ele relembrou um pouco da própria trajetória, quando chegou à PUC, em 1986, como professor do departamento, e os 22 anos dedicados aos cursos de Geografia e de Biologia. Padre Josafá disse que optou por fazer mudanças na grade curricular do departamento para agregar mais professores e dar oportunidades.

- Ao ministrar disciplinas na área de biogeografia, tive o prazer de conhecer meu aluno Alex e pensei ‘Meu Deus, como nesse departamento tem pessoas com potencial’. E nós precisamos apostar nesses potenciais, em pessoas que vão mostrando, pelo modo de ser, pela maneira de agir, que podem dar um pulo mais alto. E associo essas pessoas ao brasão da PUC Alis Grave Nil, ‘nada é pesado para aquele que tem asas’. Percebemos quando começa a surgir uma asinha, e damos força para essa asinha crescer. Alex foi um aluno que adquiriu essas asinhas e, aos poucos, foi alcançando os degraus do departamento. Foi professor e agora é o nosso novo diretor.

Padre Josafá ressaltou que vale a pena cultivar bons alunos e agradeceu a colaboração de Solórzano. Ele reforçou alguns desafios, como manter e ampliar o diálogo permanente, buscar soluções inovadoras para aumentar o número de alunos, explorar outras fontes e adaptar horários, valores e bolsas.

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