Ciência em áudio
05/09/2019 18:12
Heloiza Batista

Apresentadoras do podcast 37 graus comentam processo de produção de conteúdo de programas

As palestrantes comentam as inspirações para a produção de conteúdo. Foto: Catarina Kreischer

Técnicas de produção e de construção de narrativas para mídias digitais de áudio foi o tema de bate papo com as apresentadoras Bia Guimarães e Sarah Azoubel, do Podcast 37 Graus. Elas contaram um pouco da trajetória profissional e da experiência da plataforma na produção dos programas durante palestra, no dia 3 de setembro, mediada pelos professores Julio Lubianco e Creso Soares Júnior, do Departamento de Comunicação Social.

O nome do canal surgiu da intenção de fazer uma conexão científica com o homem, pois 37 graus é a temperatura do corpo humano. Bia explicou que os podcasts feitos por elas contam histórias reais, com um pé na ciência, com a proposta de fazer o ouvinte perceber o mundo de outro jeito.

- Viajamos com os gravadores na mão para buscar historias, é a parte mais gostosa do trabalho. Procuramos histórias interessantes e pessoas que possam contar essas histórias, que geralmente são cientistas ou pessoas que, de certa forma, são afetadas pela ciência, diretamente ou indiretamente.

Sarah aborda a faixa etária dos ouvintes. Foto: Catarina Kreischer

Sarah comentou que a faixa etária dos ouvintes do 37 graus são adultos, a partir dos 23 anos, e a maioria da região Sudeste. Segundo ela, os jovens decidem criar um podcast como passatempo e depois transformam em um produto capacitado. Mas, para ela, o 37 graus surgiu diferente, pois desde o início elas queriam que o conteúdo fosse profissional e de qualidade.

- Eu escutava muito o formato narrativo de podcast quando morei nos Estados Unidos, que é parecido com o que a gente faz no 37 graus. Percebi que, no Brasil, não tinha nenhuma experiência parecida com a dos podcasts americanos, que servem de inspiração para a gente. Conheci a Bia em um laboratório de rádio e podcast na Unicamp, e decidimos embarcar nessa experiência. Foi uma iniciativa nossa de fazer um produto profissional, não queríamos que fosse um hobbie e, sim, algo sustentável e que levasse para algum lugar.

Os podcasts contam histórias com assuntos científicos, mas a intenção não é escrever episódios exclusivos para um público específico. As produtoras afirmaram querer transportar os ouvintes para a realidade narrada no áudio e, assim como na leitura, fazer o ouvinte viajar para outro local sem sair do lugar.

Participantes interagem durante palestra. Foto: Catarina Kreischer

Os participantes puderam interagir, de modo diferente com as apresentadoras, que desenvolveram questões para o público sobre produção de conteúdo em áudio. Para responder às perguntas, o público levantava placas em QR Code, e as respostas apareciam no telão. Durante o encontro elas também deram dicas para quem pretende produzir um podcast. Entre os conselhos, Sarah afirmou que é importante analisar outros programas, conversar com possíveis públicos e ter a certeza que o produto criado faz sentido para alguém.

- Saber quem é o seu público vai te direcionar para o tema que você vai abordar, ouvir programas que já existem. Por que você? Por que o seu vai ser melhor do que esse que já existe ou porque você é a pessoa certa para fazer isso? São perguntas a se pensar, é bom ter essas respostas antes de começar. Muitas pessoas querem criar um podcast sem ser ouvinte de podcast, o que gera podcasts iguais no mercado.

Mais Recentes
Projetos Animados
Professora do Departamento de Artes & Design explica a importância da animação
O lugar das mulheres na ciência
Grupo de alunas da PUC-Rio desenvolve iniciativa para destacar o papel feminino nos campos tecnocientíficos
A essência do embaixador
Encontro debate a importância da obra do Alberto Costa e Silva sobre a África para a composição do Brasil