Celebração do conhecimento
21/07/2020 15:48
Gustavo Magalhães

Reitor da PUC-Rio participa de live para discutir sobre o momento da ciência e tecnologia no Rio de Janeiro

Reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira S.J.. Foto: reprodução

O Reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira S.J., representou a Universidade em uma live que comemorou 430 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado do Rio de Janeiro. No encontro, na segunda-feira, 20, o Reitor ressaltou o diálogo entre fé e ciência na PUC-Rio, característica proposta na fundação da Universidade há 80 anos e que se mantém até hoje. Padre Josafá também citou que o campus único da instituição promove integração de ideias.

Além do Reitor da PUC-Rio, a transmissão teve a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Waldeck Carneiro, e a do secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Léo Rodrigues.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro completa 80 anos de existência neste ano, e padre Josafá comentou que, com oito décadas de existência, é preciso preservar os valores da PUC-Rio, mas, também, é necessário repensá-los. A excelência acadêmica, a contribuição com a pesquisa do Brasil e a relação com a indústria foram tópicos citados pelo Reitor como méritos da instituição. Para ele, será preciso redesenhar o modelo acadêmico para lidar com a pandemia e, assim promover um equilíbrio entre o presencial e o remoto.

- A PUC-Rio é um lugar de resistência para regimes duros e é um lugar de acolhida para pesquisadores, incorporamos pessoas que defendem grandes ideias de democracia. Nós temos uma história de resiliência. Conseguimos construir uma universidade mais colorida, com mais diversidade, por causa da nossa política de inclusão educacional.

Cartaz da ocasião.

O secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Inovação destacou as iniciativas da PUC-Rio no combate à Covid-19. A impressora 3D de alto desempenho, o desenvolvimento de respiradores e o auxílio na produção de equipamentos para a pandemia foram enumerados como boas iniciativas desenvolvidas pela Universidade.

A Fiocruz também faz aniversário, e os 120 anos da instituição foram definidos pela presidente Nísia Trindade Lima como um tempo de contínuo serviço, para que a saúde pública do país seja constantemente aperfeiçoada. Ela definiu a Fiocruz um símbolo da existência de uma sólida região de pesquisa. Vale lembrar que o fundador da Fiocruz foi o médico Oswaldo Cruz, que achava necessário a construção de uma fundação para desenvolvimento de ciência.

Nísia ressaltou o papel primordial que os pesquisadores da Fiocruz desempenham durante a pandemia do novo coronavírus. Vinculada ao Ministério da Saúde, a entidade auxilia o Sistema Único de Saúde (SUS) e se consolidou na promoção de pesquisas e na defesa do direito à saúde.

- Nesta pandemia de Covid-19, estamos recorrendo a algo que permeia toda história da Fiocruz: o combate a doenças por meio de pesquisas. Nosso início foi assim, a entidade foi uma resposta a emergências sanitárias da época em que foi criada. A pandemia destacou a vulnerabilidade de diversos países quanto à ausência de insumos básicos. Isso aponta para a necessidade de articular políticas de ciência e tecnologia às de políticas sociais no Rio de Janeiro.

Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Alerj, Waldeck Carneiro, afirmou que é o atual momento da ciência no Brasil é complexo, por causa da relação com o governo federal que, segundo ele, deprecia instituições de ensino e de pesquisa. Segundo ele, isso atrapalha a construção do país como uma nação com superioridade, porque não é possível haver soberania de maneira duradoura sem investimentos em tecnologia e inovação, concluiu.

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