A indústria e o mercado do petróleo
03/10/2018 13:05
Beatriz Puente

PetroPUC discute novo cenário petrolífero no país.

O engenheiro Allif explica a situação do mercado petrolífero para alunos. Foto; Gabriela Azevedo

A PetroPUC, feira organizada pelo Capítulo Estudantil da PUC-Rio, em parceria com o Departamento de Engenharia, foi realizada nos dias 2 e 3 de outubro, no Auditório Padre José de Anchieta. Com o tema Os Desafios e as Oportunidades da Nova Indústria do Petróleo, a proposta do Capítulo é conectar os alunos com o mercado por meio de palestras.


Presidente da representação da sociedade de engenharia de petróleo dentro das faculdades, a estudante Ludmila Sampaio, do curso de Engenharia de Petróleo da PUC-Rio, explicou que há um abismo entre a vida acadêmica e a do trabalho, e que é nesse contexto que o Capítulo funciona.


- Trazemos essas pessoas para dar oportunidade aos alunos de conhecerem alguém que já está trabalhando com isso, sem aquele muro de distância. Para poder ter uma troca de experiências, de desafios, e para que os convidados possam mostrar o caminho através da aproximação.

A presidente o Capítulo abre a palestra da PetroPUC. Foto: Gabriela Azevedo

A primeira palestra do PetroPUC foi com o engenheiro Allef Buriti, que traçou o panorama histórico do desenvolvimento da exploração do petróleo, tanto nas técnicas quanto no mercado com os consórcios. Buriti trabalha na auditoria contábil de um escritório de óleo e gás e relatou a experiência de trabalho dele para os alunos. Ele explicou o funcionamento do meio econômico petrolífero e como esse ramo move a indústria e a necessidade dos consórcios.

- Quando eu estava na universidade, vi pouco sobre a geopolítica e o mercado de finanças. O curso era preso na exploração, logística e engenharia mesmo. O meu foco é tentar passar um universo diferente do que os alunos estão acostumados a ver, que é a indústria no contexto da política e da economia. Por exemplo, não conseguimos mover a indústria sem os consórcios. É a mesma coisa de um networking em eventos, de se aprimorar em diversas áreas para poder dialogar com diversos setores e mentalidades. É necessário ter trabalho em conjunto.

Sobre o atual cenário, o palestrante afirmou que, mesmo com a recente queda no mercado, a expectativa é de crescimento na exploração e aquecimento econômico. Ele também ressaltou o papel das empresas estrangeiras, principalmente de países da Europa, que estão em constante crescimento no setor.

- Tivemos um aqueda muito grande em 2013, mas estamos retomando o crescimento. O efeito não é instantâneo. Mas vejo que, nos próximos anos, vamos ter muitos recursos, muitas empresas, pois o Brasil quer produzir. O petróleo lá em baixo não é monetável. Estamos vendo que várias empresas na Holanda, na Inglaterra, na China por exemplo, estão crescendo muito.

Alunos participam da dinâmica PetroGame. Foto: Gabriela Azevedo

O petróleo é um recurso finito, segundo Buriti, fator pelo qual muitas pessoas temem investir. Segundo ele, a renovação e as novas funções para o produto são essenciais caso a produção fique escassa e que, em nível mundial, apenas 5% das bacias, vales e reservas foram exploradas. Isso resulta, para o palestrante, em um futuro otimista para o ramo.

- Existe uma frase muito famosa na indústria do petróleo que é “A idade da pedra não acabou por falta de pedra”. A era do petróleo não vai acabar. Eu vi, em uma pesquisa, que a mentalidade hoje é que o carvão foi o combustível dos nossos avós, o petróleo dos nossos pais e as energias renováveis são nossas. O petróleo não vai acabar, as reservas são enormes, e muito ainda não foi descoberto. Acho mais fácil a mudança acontecer na cabeça das pessoas do que a gente precisar mudar por falta.

Após os esclarecimentos sobre a área econômica petrolífera, Buriti propôs um PetroGame. Os alunos se dividiram em duplas, e o palestrante explicou as regras do jogo, entre elas, a norma de proibição dos consórcios foi proposital para mostrar a dificuldade de negociar sem parcerias. Todos os participantes eram uma empresa petrolífera e iniciavam com o mesmo capital, mas em localidades diferentes de exploração.

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