Quatro décadas de sonhos e possibilidades
22/05/2023 15:37
Julia Sabino e Mauro Machado

Fundação Padre Leonel Franca dá início a uma série de celebrações de aniversário nos pilotis da PUC-Rio

Padre Roberto Barros dia com funcionários da Fundação Padre Leonel Franca

A Fundação Padre Leonel Franca (FPLF) comemora, em 2023, 40 anos de existência, e a primeira das diversas celebrações que serão realizadas ao longo do ano foi organizada nos pilotis da PUC-Rio. A cerimônia, no dia 26 de abril, foi iniciada com discursos do Reitor da Universidade, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., do Vice-Reitor Geral, Padre André Luís de Araújo, S. J., e do presidente da Fundação, Padre Roberto Barros Dias, S. J..

Houve ainda depoimentos do Vice-Reitor de Desenvolvimento e Inovação, professor Marcelo Gattass,  da Vice-Reitora de Extensão e Estratégia Pedagógica, professora Jackeline Farbiarz, e do Vice-Reitor Comunitário, professor Augusto Sampaio. Durante a solenidade foram feitas homenagens ao professor Carlos Lucena, do Departamento de Informática, idealizador da FPLF, e à memória póstuma de Carlos Baptista Leyes, que montou o setor administrativo-financeiro da Fundação. Ele morreu em 2005, aos 90 anos. A filha e o genro de Leyes, o gerente-geral da FPLF Giuseppe Lo Bianco, participaram da solenidade. Lo Bianco trabalhou com sogro na Fundação.

Em fala que reforçava a ligação da FPLF com a PUC-Rio, o Reitor lembrou o que a Fundação significa para a Universidade em décadas de existência. Padre Anderson lembrou que ela foi pensada, desenhada e fundamentada pelo então Reitor da PUC-Rio, Padre Laércio Dias de Moura, S.J. (1918-2012), que percebeu a necessidade de um apoio institucional para iniciativas de desenvolvimento da instituição.

Reitor Padre Anderson Pedroso entrega homenagem ao professor Carlos Lucena. Crédito: Kathleen Chelles

Há uma relação orquestrada entre a Fundação e a PUC-Rio. Desde o início, a Fundação é um apoio fundamental, principalmente no que diz respeito à pesquisa, que é destaque da PUC. São 40 anos de sucesso. E cada vez nós estamos melhorando mais esta relação.

Desde 1983, a FPLF tem a missão de fomentar projetos e coordenar a gestão de contratos e pesquisas que signifiquem relevante retorno técnico, científico e sociocultural para a sociedade. Com nome que homenageia o primeiro Reitor da PUC-Rio, Padre Leonel Edgar da Silveira Franca, S.J., a Fundação se manteve íntima da Universidade desde sua concepção. Ao tecer sonhos e possibilidades que garantem a inclusão, a FPLF busca desenvolvimento e inovação. Padre Roberto afirmou que o seu desejo é perpetuar o trabalho que já é desenvolvido.

Meu maior sonho é continuar este projeto que ajuda tantas pessoas. A FPLF representa para mim um processo de construção de saberes, além de desafiar os pesquisadores a construir o “novo”. A educação é o único caminho para humanizar a humanidade – afirmou o jesuíta.

Logo na abertura da solenidade, antes mesmo das falas programadas, o protocolo também foi quebrado pelo presidente da FPLF. Em um gesto de valorização do coletivo, ele chamou os funcionários que estavam presentes para subir no palco e fazer uma foto oficial 

Atualmente, a instituição promove cerca de 3 mil projetos de alunos e repassou R$ 19 milhões nos últimos anos, além de fornecer recursos para 2.449 bolsas de estudo filantrópicas da Universidade. Mas para o professor Augusto Sampaio sempre é possível fazer mais.

As pessoas carentes precisam de ajuda, só a gratuidade do ensino não garante nada. Precisam de auxílio transporte, alimentação e material. Esta conscientização é muito importante. Temos que ter sensibilidade para ver o outro lado da vida das pessoas - disse o Vice-Reitor Comunitário.

 O Vice-Reitor de Desenvolvimento e Inovação, professor Marcelo Gattass, assinalou que a Universidade passa por um momento positivo. Segundo ele, a instituição vai construir uma realidade melhor do que a de hoje, um lugar mais inclusivo, responsável socialmente e competente nas ciências.

Para ressaltar a importância das bolsas de estudo, a Vice-Reitora de Extensão e Estratégia Pedagógica, professora Jackeline Farbiarz, lembrou a história do jovem Gustavo. Segundo ela, o rapaz afirmava que nunca iria entrar para uma universidade, pois o pai dele, analfabeto, era “a pessoa mais inteligente” que conhecia. Jackeline, então, sugeriu que Gustavo fizesse uma proposta para o pai: se ele passasse para uma universidade, o pai teria que aprender a escrever.

Hoje, o jovem estuda na PUC-Rio com bolsa filantrópica integral, trabalha e ensina o pai a escrever nas horas vagas. O amor pelos estudos conquistou toda a família: a mãe de Gustavo decidiu se inscrever em um supletivo e terminar o ensino médio.

Tenho eterna gratidão à Fundação. Além de criar projetos, FPLF é vida, esperança e futuro. A nossa Universidade está crescendo e reconhecendo nossa identidade e missão – comentou a Vice-Reitora.

Mais para o final da comemoração, o Vice-Reitor Geral anunciou, como parte dos festejos pelos 40 anos, um edital para a realização de um concurso cultural sobre o Vale da Gávea.

 Nos próximos meses, cada dimensão será trabalhada para que consigamos perceber que o elemento cultural que nos une também desperta a cidadania, já que a responsabilidade social, da qual tanto ouvimos, é aptidão para responder. Cada um de nós possui essa habilidade responsiva.

Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, agora residente da PUC-Rio, em apresentação de encerramento da noite de comemorações. Crédito: Kathleen Chelles

A cerimônia foi encerrada com a apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, residente da PUC-Rio. A OSJ é composta por jovens de comunidades do Rio, e a Fundação firmou um contrato para fornecer bolsas para os músicos. Os jovens artistas tocaram oito músicas, entre elas clássicos da cultura brasileira como Aquarela do Brasil, de Ari Barroso, e Carinhoso, de Pixinguinha.

 

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