Aprendizagem ativa para excelência profissional
12/12/2017 11:04
Julia Carvalho

Simpósio na Casa de Medicina discute a implementação da aprendizagem que busca um melhor desenvolvimento do aluno

A terceira edição do Simpósio de Aprendizagem Ativa para Excelência Profissional ocorreu na quinta-feira, 7, na Casa de Medicina da PUC-Rio. O encontro contou com mesas de discussões e palestras sobre esse novo método de ensino em que o aluno é protagonista na sala de aula e o professor é visto como um orientador.

Na abertura estavam presentes o Vice-Reitor da Universidade, padre Francisco Ivern Simó, S.J., o Decano do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, professor Hilton Augusto Koch, e o diretor do Departamento de Medicina, professor Walmir Ferreira Coutinho. Os três destacaram a importância do encontro sobre essa nova forma de ensino e lembraram que a medicina foi o primeiro curso a utilizar esse método.

Padre Ivern afirmou esperar que a discussão do Simpósio contribua para o ensino da PUC, que, segundo ele, precisa avançar nesse novo método. O Vice-Reitor destacou que a aprendizagem ativa constrói uma dinâmica própria de conhecimento e interação e tem ganhado importância não apenas na Universidade, mas também nos colégios de todo o mundo. Ele também lembrou do pioneirismo dos cursos de medicina na implementação dos métodos de aprendizagem ativa, em que os alunos aprendem por meio do estudo de casos concretos, o que faz com que eles entendam a interação entre os conceitos e as aplicações práticas.

– Esse Simpósio, patrocinado pelo Departamento de Medicina, é muito importante, não só para o departamento, mas para a nossa Universidade como um todo. O nosso ensino universitário ainda tem muito o que avançar na metodologia ativa da aprendizagem. Creio que o Departamento de Medicina tem muito o que contribuir para que essas novas formas de ensinar e aprender estejam cada vez mais presentes nas salas de aulas da nossa Universidade.

Para Hilton Koch, a questão importante nesse novo projeto é mudar a forma de ensino de medicina nos cursos de graduação. O decano disse se surpreender com a forma como alguns professores de medicina se comportam diante dos alunos, que, de acordo com ele, repassam conteúdos sem se preocupar o que o aluno precisa saber para ser médico.

Professor Hilton Koch defende a implementação da aprendizagem ativa nos cursos de medicina. Foto: Fernanda Maia

– Acho que a discussão sobre o método da aprendizagem ativa foi um ganho muito importante para a medicina do país, do estado e da Universidade.

Professor Walmir Coutinho abordou o interesse de muitos médicos e profissionais de outras áreas em incorporar a didática deles a esses novos métodos de aprendizagem ativa. Segundo Coutinho, essas práticas vão contribuir no desenvolvimento dos cursos de pós-graduação e nos novos projetos de mestrado profissional do Departamento de Medicina da Universidade.

Professor Walmir Coutinho afirma que essas novas práticas de ensino vão contribuir para os cursos do Departamento de Medicina. Foto: Fernanda Maia

Coordenador do simpósio, o professor e médico Jorge Bianchini afirmou que o curso de especialização sobre a metodologia ativa mostrou uma demanda reprimida de pessoas com interesse em aprender sobre o assunto. Ele destacou a interdisciplinaridade do curso, que conta com a participação de cinco departamentos, e também lembrou que o Simpósio é construído e apresentado, em sua maioria, por antigos alunos do curso.

A experiência da PUC-Paraná

O Vice-Reitor da PUC-Paraná, professor Vidal Martins, proferiu uma palestra sobre a experiência de reformulação de ensino na Universidade paranaense. Segundo o professor, a implementação da aprendizagem ativa em todos os departamentos busca formar pessoas capazes de enfrentar as mudanças frequentes e os desafios complexos do dia a dia.

Vice-Reitor da PUC-Paraná discutiu sobre os novos métodos de aprendizagem ativa da Universidade. Foto: Fernanda Maia

Martins afirmou que o papel da Universidade é desafiar os estudantes com problemas para trabalhar no auto nível de conhecimento, que é a criação. O professor conta que, para isso, é feito um trabalho de competências do saber-agir, método que gera um aluno autônomo e busca formar um cidadão global.

– A ideia é formar pessoas que resolvam problemas desconhecidos com tecnologias que não existem. Para chegar nisso, eu, como Universidade, preciso exercer meu papel de trabalhar com competências da mais alta ordem. Temos que estar o tempo todo desafiando o estudante com problemas autênticos, próximos à realidade, para que ele seja frequentemente instigado a trabalhar nesse método. Assim, o estudante se torna um aprendiz autônomo para a vida toda, porque ele desenvolve competências cognitivas de mais alta ordem. 

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