Filipe Duarte Santos ministra aula na PUC
12/12/2017 15:03
Marcelo Antonio Ferreira

O professor português Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa, proferiu uma aula na PUC-Rio

Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa. Foto: JP Araujo


Na quinta-feira, 7, o Departamento de Geografia e Meio Ambiente promoveu uma aula com o professor português Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa. Ele é diretor do programa de doutorado em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, além de ser membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O convite foi feito pelo diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA), Luiz Felipe Guanaes, por meio de um convênio estabelecido em 2015 entre a PUC-Rio e a Universidade de Lisboa.

Santos, que recebeu no programa de doutorado em Portugal um número significante de brasileiros, alertou para necessidade de o Brasil incentivar a preservação da Amazônia e buscar um equilíbrio para a questões ambientais. Para ele, em breve, o desequilíbrio pode começar a afetar outros territórios.

- No que diz respeito às alterações climáticas, há, desde 2004, uma tentativa de travar o desmatamento na Amazônia, as coisas não têm sido inteiramente fáceis. Mas, de qualquer modo, considero que é extremamente importante a defesa do patrimônio ambiental extraordinário que o Brasil tem. Aqui há uma certa vulnerabilidade aos impactos das alterações climáticas, especialmente no Nordeste do Brasil, onde há um clima mais seco. Esperamos que não chegue a esse ponto, mas se as alterações não forem controladas, isso trará consequências em outras regiões, principalmente, na Amazônia.

O Vice-Decano Setorial de Graduação e Pós-Graduação, professor Augusto César Pinheiro da Silva, ressaltou a importância de fortalecer a ponte educacional entre a PUC-Rio e a Universidade de Lisboa.

- O professor Filipe é uma referência de conexão e rede da PUC com a União Europeia. Isso tem que ser reforçado como algo que valoriza o nosso programa, departamento e instituição. E internacionaliza a PUC, que já tem uma tradição de internacionalizar e amplia nossas redes de influência. Tanto na atração de novos alunos ou novos profissionais, enviando alunos para lá. A presença desse intercâmbio concretiza e oficializa uma rede para ser mais aprofundada nos próximos anos. 

O diretor do NIMA, já foi à Universidade de Lisboa proferir palestras, por conta desse convênio. Ele destacou como esse intercâmbio acadêmico entre as duas universidades só tem a acrescentar. De acordo com ele, a pesquisa sobre desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas ainda está em fase inicial na PUC, e um profissional que é referência no assunto, como o professor Filipe, pode acelerar essa área. Guanaes lembrou que o fato de Filipe ser membro do IPCC, órgão da ONU que discute as mudanças climáticas. Para Guanaes, este intercâmbio significa um grande ganho para a Universidade.

- Na PUC, especificamente, a discussão sobre mudanças climáticas ainda é muito embrionária, na medida que ainda não se tem uma pesquisa no assunto. Há várias interfaces, mas não uma linha de estudo sobre isso. Uma das intenções é criar ponte. A temática é muito integrada. Uma crise ambiental muito forte, que pode se expressar em mudanças climáticas, você vai ter uma instabilidade do sistema como um todo, e o desenvolvimento sustentável fica muito complexo. Tudo é muito interligado, uma alteração de clima causa uma alteração do bioma, e toda a sociedade tem que se alterar a isso.

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