Natal Brasileiro do AEIOU
14/12/2017 12:00
Lucas França

Com danças típicas do país, músicas e peça, festa encerra as atividades do Curso de Extensão, que propõe inclusão por meio da arte

O encerramento do Curso de Extensão Arte, Educação e Inclusão com Orientação Universitária (AEIOU) da PUC-Rio ocorreu na quarta-feira, 13, com a Festa do Natal Brasileiro. Professores, pais, e colaboradores se reuniram na Universidade para assistir a danças tradicionais do Brasil, capoeira e apresentações teatrais e musicais sobre o nascimento de Jesus.

O curso é voltado para o desenvolvimento artístico e criativo dos alunos com necessidades especiais, além de dar a eles novas possiblidades de se expressarem. As aulas ocorreram durante um semestre, com a participação de 12 estudantes. O programa do curso é montado a partir de encontros entre os professores, alunos e pais e tem propostas de experiências com artes visuais, costura, dança, gastronomia, teatro e música.

Apresentação artística durante o encerramento. Foto: Bella Lacerda

Professora do Departamento de Artes & Design da PUC-Rio Ana Branco, que divide a coordenação do curso com a também professora Claudia Bolshaw, afirmou ser prazeroso fazer parte do projeto. Para Ana, o que une as pessoas no curso é a relação de cuidado e amor construída durante o semestre.

— Estarmos aqui significa resistir ao embrutecimento das relações humanas, é trazer amor para dentro da “escola”.

O curso existe há quase dois anos. Segundo Claudia Bolshaw, no início do projeto, os alunos eram vistos no campus como visitantes, e não como participantes ativos da Universidade. Para ela, a inclusão desses estudantes na sociedade e na PUC é o que move as aulas.

— A fala e o gestual deles estão lindos. Nos surpreende esse avanço todo. Sou muito grata a todos os professores que estão aqui ajudando e compartilhando esses momentos. Tem beleza até nos enfeites de Natal.

Professora de Educação Física na PUC-Rio e de dança no AEIOU, Jocineia Santos, mais conhecida como Jô, explicou que, para o planejamento das atividades ocorrer de maneira eficiente, é preciso confiança mútua entre todos os participantes do curso. Para ela, o interesse precisa ser geral.


— Tudo que fazemos acontece a partir de conversas, quando todos falam seus interesses e se ouvem, tanto pais, alunos como professores. Encontrei aqui uma equipe que trabalha com confiança, que não tem problema de falar claramente com o outro, para que o nosso trabalho flua da melhor maneira possível e para que os alunos possam ser parte da Universidade, participando de disciplinas e vivendo normalmente aqui.

Foto: Bella Lacerda

Após a peça principal da festividade, desenhos comestíveis feitos com frutas foram servidos aos participantes. Alunos e professores trocaram cartões e, em um momento de microfone aberto, agradeceram o que aprenderam durante o semestre. Para a aluna Beatriz de Almeida, que tem Síndrome de Down, o que mais a marcou durante o curso foi ter aulas de costura com a professora Marcela de Castro. Ela disse que quer ser uma mulher igual à professora.

 

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